Atrizes em cena inovam texto consagrado de Plínio Marcos em Ipanema

Duas perdidas se encontram em corpo e palavra no Laura Alvim

Por Aline Miranda

Fomos conferir a estreia da peça “Dois perdidos numa noite suja”, realização da Cia Plúmbea, no Espaço Rogério Cardoso, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. O texto é conhecido por parte do público pela versão cinematográfica premiada de José Joffily, com Débora Falabella e Roberto Bomtempo como protagonistas. No filme, o personagem Paco é uma mulher, mas no texto original a dupla é de homens e, nesse espetáculo, interpretada por duas atrizes. E, mais que isso, elas se revezam nos papéis!

De maneira criativa e afinadíssimas para uma estreia, Ana Cecilia Reis e Caju Bezerra trocam de personagens como quem troca de sapatos. Esse objeto de cena é o mote da relação entre Tonho e Paco, e também da relação entre as atrizes. Como elas se revezam tão fluidamente nos papéis, não se pode associar a nenhuma delas uma interpretação maior de algum dos personagens. Esse é o ponto alto do espetáculo e merece boa plateia por isso. Como elas realizam tal feito? A melhor forma é comprovar assistindo 😉

1. Dois Perdidos Numa Noite Suja - Cia Plúmbea - crédito_Rodrigo Menezes (a)
Foto: Divulgação

A linguagem corporal é outra característica marcante na montagem desse grupo de alunas da Unirio. O gestual é presente a todo momento e compõe instantes interessantes entre os personagens depois que nos habituamos a essa linguagem. Possivelmente, o movimento físico é o que leva um pouco de suavidade a esse texto tão denso. As músicas que tocam no radinho do quarto escuro e úmido da dupla também provocam momentos de suspensão do duro cotidiano dos personagens.

O espaço é ambientado de maneira com que entremos neste universo onde dormem os personagens, como expectadorxs presentes, incomodados com o barulho, as brigas, a fumaça. É difícil rir das brincadeiras e provocações muitas vezes humilhantes entre a dupla criada por Plínio Marcos. Mas houve quem, no público, desse risada. A vida “real” é dura e, por isso, ver em cena situações de sarcasmo, deboche e violência pode ser duro. Mas as estratégias de atuação são inteligentes e sutis. Não há nada explícito como se vê em telejornais, filmes e até (muitas) séries e novelas. Há violência cotidiana, sim. Mas não é preciso ter arma e agressões físicas em cena para mostrar isso. Para tal, artifícios cênicos.

O programa do espetáculo é também inovador, apresentado criativamente como parte do jornal impresso “A Noite”, datando 25 de março de 1972. O texto – que também já foi ao cinema interpretado por Emiliano Queiroz e Nelson Xavier – está em cartaz na aconchegante e inspiradora Casa de Cultura Laura Alvim, que por si só já valeria a visita.

Pestigie a cultura carioca e aproveite a brisa beira-mar após o espetáculo. É preciso ventilar as ideias e suspirar com arte em tempos sombrios.

 

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Teatro – Dois Perdidos Numa Noite Suja
Onde: Casa de Cultural Laura Alvim – Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema (próximo à estação General Osório do metrô)
Quando: Terças e Quartas (até 20/12), às 20h
Quanto: R$30 inteira / R$15 meia

 

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Exposição traz acervo do grupo mineiro Giramundo para o Rio

Com uma legião de fãs de todas as idades, o grupo Giramundo produziu, em quase 50 anos de estrada, dezenas de montagens, centenas de bonecos, milhares de desenhos, horas de vídeo e um tanto mais de histórias. Consumiu madeira, gente e sonho transformando tudo isso em marionetes animadas. Parte dessa trajetória será apresentada na Mostra Mundo Giramundo, em cartaz de 12/7 a 27/8 na Caixa Cultural Rio de Janeiro, no Centro.

A exposição é gratuita e apresenta a trajetória da companhia mineira, com mais de 130 bonecos do acervo do Museu Giramundo, que preserva a maior coleção privada de marionetes das Américas. Além de conhecer as marionetes, todas confeccionadas pelo grupo, será possível aprender sobre o processo de criação e construção e descobrir como os personagens são feitos. A mostra também conta com vídeos retratando as grandes apresentações da cia.

Alice - Foto de Marcelo Nicolatto (800)

Além da exposição, o grupo Giramundo oferece o workshop gratuito Treinamento de manipulação de bonecos no dia 21/7 (sexta-feira), das 15h às 20h. A atividade pretende apresentar a metodologia de treinamento de marionetistas adotada pelo grupo utilizando os bonecos profissionais da companhia, aproximando os participantes de reais condições de formação e sensibilização. Voltada para jovens e adultos, a participação é gratuita. Serão oferecidas 20 vagas,e as inscrições deverão ser realizadas através do e-mail secretaria@giramundo.org. Os candidatos devem aguardar a confirmação da produção. (Nota da editora: informações direto com a produção do evento, não temos qualquer relação com esse workshop 😉 )

E também teremos apresentações! Nos dias 29 e 30/7 (sábado e domingo), às 16h, o grupo apresenta o espetáculo Pedro e o Lobo, de Sergei Prokofiev, um clássico que acompanha gerações, originalmente escrito em 1936 e apresentado pelo Giramundo pela primeira vez em 1993. As apresentações serão realizadas no Foyer, abertas ao público.

O Giramundo foi fundado em 1970, pelos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Tereza Veloso e Madu. Desde sua criação, já realizou 34 espetáculos teatrais, construindo acervo próximo de 1500 bonecos e objetos de cena. Suas montagens experimentam a figura da marionete em múltiplas formas, de bonecos manipulados por fios a mamulengos (fantoches de luva), passando por bonecos de vara, bunraku (bonecos manipulados por três atores e mochila) e adaptações próprias, como bonecos sentados, uso de máscaras e teatro de sombras, criando um variado panorama técnico e expressivo desse tipo de teatro.

Pedro e o Lobo - Acervo Giramundo (800)

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Mostra Mundo Giramundo
Quando: 12/7 a 27/8 (não abre às segundas), das 10h às 21h
Onde: Caixa Cultural – Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (metrô Carioca)
Quanto: Entrada gratuita
Classificação indicativa: Livre

Workshop Treinamento de manipulação de bonecos
Quando: 21/7 (sexta-feira), às 15h
Duração: 5h
Vagas: 20
Classificação indicativa: Livre
Inscrições: secretaria@giramundo.org

Apresentação do espetáculo infantil Pedro e o Lobo
Quando: 29 e 30/7 (sábado e domingo), às 16h
Onde: Caixa Cultural Rio de Janeiro – Foyer
Quanto: Entrada gratuita
Classificação indicativa: Livre

Últimos dias para conferir as acrobacias do Nopok na Tijuca

Colocar uma bicicleta no palco do teatro? Subir nela e pedalar rodopiando? E levar seu amigo consigo, ora nos ombros, ora pedalando junto, ora em pé, tudo na mesma bicicleta, rodopiando pelo palco do teatro? Sim, com o Coletivo Nopok nada é impossível.

No espetáculo Deslizes, em cartaz no Teatro Ziembinski até 17 de fevereiro, a improvisação ensaiada, a liberdade e fantasia das brincadeiras infantis, os malabares, e a experiência com as apresentações de rua são ingredientes de uma mistura cheia de energia e força lúdica que saltam aos olhos do público encantado.

Silêncio, som, luz, escuridão e movimento provocam e estimulam.

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Fotos: Divulgação / Carolina Spork

Completando dez anos, o Coletivo sobe aos palcos em temporada independente, após circular pelas praças de cidades das regiões serrana e dos lagos durante este verão. Com ou sem fomento, as apresentações acontecem constantemente nas ruas. Circular por diversos lugares é uma das características do grupo.

O teatro físico-circo de Deslizes é repleto de muita ação e pouca fala.  Mas há jogo com as palavras, escrita, recortada, desmontada, resignificada. Escalar, equilibrar, saltar, pedalar, soprar, escrever, brincar. Um espetáculo onde tudo desliza. A classificação é livre e há sempre crianças na plateia. E elas adoram. Em uma das apresentações uma voz infantil soltou um “Você quer ajuda?”, para o personagem que se encontrava em apuros.

As desenvolturas de Daniel Poittevin e Fernando Nicolini na mesa deslizante e na bicicleta acrobática fazem parecer fácil o que requer força, técnica, treino e concentração. Cabe a nós prestigiar, rir, se impressionar e aplaudir. Vá com crianças, amigxs, sozinhx. E quem disser na bilheteria que leu sobre o espetáculo aqui no Rio de Graça, paga meia entrada!

 

Aline Miranda
fb.com/alinemirandapoeta
com colaboração de Ana Righi e Carolina Spork

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Deslizes
Onde:
Teatro Municipal Ziembinski
Rua Heitor Brandão, s/n, Tijuca. Em frente ao Metrô São Francisco Xavier.
Quando: Até 17/2, quarta a sexta às 20h.
Quanto: R$ 30 (inteira) / R$15 (meia) para amigos do Rio de Graça também!
Duração: 60 minutos.
Telefone: 2254-5399
Classificação etária: Livre!
Venda de ingressos também pelo site: ingressos
Para saber mais: site oficial do coletivo

Greve de 1979 é tema de peça que vem lotando sala de teatro do CCBB

Passado Presente

Prepare-se para três horas de mergulho dentro da greve dos metalúrgicos do ABC paulista de 1979. Conheça as reivindicações, assembleias e atos por quem os fez. A História costuma contar os fatos a partir de um ponto de vista distante do ocorrido, através do olhar externo, observador.

A aclamada Companhia do Latão – cuja uma de suas bases é dar luz aos problemas sociais do Brasil – nos dá a oportunidade de aprender a história brasileira pela voz de quem a construiu. Após temporada em São Paulo e apresentações em Salvador, Natal, Recife e Belo Horizonte, o espetáculo “O Pão e a Pedra” segue em temporada até 13/2 no CCBB do Rio de Janeiro.

O cotidiano de operárias e operários em cena. Suas vidas, expectativas e desejos. Os diferentes pontos de vista dentro do movimento. As articulações, debates, o apoio dos estudantes, de parte da Igreja Católica e da sociedade. Com uma profunda pesquisa em livros, artigos, filmes, documentos e entrevistas, a Companhia apresenta este mundo do trabalho nas fábricas, revisitando este momento da greve histórica. A obra é, portanto, fundamental para entendermos o período político sombrio e efervescente que estamos vivendo.

Através de elementos realistas, vemos a construção das cenas, tanto na cenografia quanto na dramaturgia. Há música ao vivo, elemento importantíssimo. Há troca de personagens. Canto, riso, choro. Entre drama e comédia, as soluções cênicas são várias e criativas ao se tratar de um assunto tão denso. A plateia ri das cenas mais descontraídas e torce pelos personagens.

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Versos de Vinícius de Moraes são entoados: “O que via o operário/O patrão nunca veria./(…)E em cada coisa que via/Misteriosamente havia/A marca de sua mão/E o operário disse: Não!”. Em dado momento, em cena que operárias escutam uma importante assembleia pelo radinho, ouve-se parte do discurso original daquele que foi a grande liderança sindical e que, anos mais tarde, viria a tornar-se presidente do Brasil. É emocionante.

Passamos tantas horas naquele teatro, que nos sentimos parte do movimento, queremos votar as questões, aplaudir os discursos. No dia do falecimento de Marisa Letícia Lula da Silva a sessão foi dedicada à memória dela, sua vida e luta.

A condição de vida e trabalho das mulheres também é posta em debate. Uma das personagens disfarça-se de homem para conseguir melhor salário e sustentar a si e a seu filho, sozinha. Outra, militante, emprega-se na fábrica para participar de perto da luta. E há a que esconde a gravidez para que não a demitam. Greve, desigualdade social/econômica/de gênero, violência policial e militar, Fiesp, ditadura, grande mídia, a força da união, mobilização, perseguições, as lutas específicas como a luta de todo o povo brasileiro, “a miséria do capital”. O que, desde então, mudou?

A Companhia do Latão completa 20 anos de existência neste ano de 2017. O espetáculo foi criado nos primeiros meses de 2016 – eles avisam logo de início. As sessões seguem lotando. E nós, saímos do teatro com – mais que uma sensação – a certeza de que a luta é necessária e continua. E que é preciso não esquecer o passado para não sucumbirmos no tempo presente.

Aline Miranda
página oficial

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O Pão e a Pedra
Onde: 
Centro Cultural Banco do Brasil, teatro III: Av. Primeiro de Março, 66, Centro.
Quando: Até 13/2, quarta a domingo às 19h30.
*Duração: Dois atos totalizando 170 minutos (ato I: 1h35 / intervalo: 15 min /ato II: 1h).
Quanto: R$ 20 (inteira) / R$10 (meia) * Estudantes, idosos e clientes Banco do Brasil pagam meia!
Telefone: 3808-2020
Classificação etária: 16 anos

Sensibilidade em cena no Teatro Carlos Gomes até domingo

Em cartaz no Teatro Carlos Gomes até 29 de janeiro, o espetáculo Bianco su Bianco, da companhia suíça Finzi Pasca, é um convite ao subjetivo.

Luzes no vazio

Adentramos a sala escura. Feito cinema. Luzes. Não faça barulho. É uma peça de teatro, é um circo itinerante ali ao palco. Por favor, seja em silêncio. Prepare-se para um grande mergulho interior.

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Fotos: facebook.com/fotografiafeminista

O palco é magia, beleza para os olhos. Sentidos atentos. Flor da pele. Apreciação e preenchimento de vazios. “O vazio de fora é diferente do vazio de dentro”. O espetáculo nos leva a observar as emoções. Emoções dxs personagens – que se apresentam alternadamente entre a atriz Helena Bittencourt e o ator Goos Meeuwsen, entre primeira e terceira pessoa em suas vozes. Emoções de nós mesmos/as.teatro-bianco-sur-bianco_03

Pequenas múltiplas luzes dispostas em lâmpadas por todo o palco – de cima para baixo e de baixo para cima – iluminam, apagam, destacam e dão o tom conduzindo as emoções em cena. São 360 lâmpadas! Há diversos momentos de interações com as lâmpadas, sincronizados de tal forma que é difícil entender a mecânica e o melhor é relaxar feito criança e acreditar no que os olhos vêem. O ilusionismo pode nos levar a indagar: Será que estamos sonhando?

Os adultos, como as crianças, precisam do lúdico. Eis uma excelente oportunidade. A plateia recebe crianças e adultos. Há risos de todas as idades. Apesar da escuridão é possível ouvir e imaginar o sorriso e os olhos ampliados de cada um/a ali presente.

Ainda que o texto – relato e memória – trate de temas densos como a justiça (se ela houvesse), a fragilidade e a dureza possíveis no humano, o espetáculo é leve porque delicado. O mundo cabe num bairro. A vida cabe num palco. “Bianco su Bianco” nos lembra que para o amor é preciso coragem. Pelo menos de uma das partes, para que uma história se inicie. Nos alerta também que “as pessoas têm mania de achar que quando tem doçura e gentileza tem alguma outra coisa (ruim) vindo”. Não. A vida pode ser bonita. A sensibilidade é também força.

Neste onírico espetáculo, por vezes nos perdemos entre o texto dela e o gesto dele, entre o “como será que estão fazendo isso” e o deixar-se levar pela história. O que observar? Ao que prestar atenção? Não nos prestemos a nada. Deixemo-nos fluir, como num sonho, perdidos e levados como folhas de papel, como pétalas, como luzes de vaga-lumes na escuridão, acedendo ora ali, ora acolá. Cá.

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Delicadeza. Estímulo à sensibilidade. Houve quem disse que, ao final, dá vontade de sentar ali a olhar palco e cenário e “chorar a peça”. De emoção. Recomendo voltar.

por Aline Miranda
fb.com/alinemirandapoeta

Para saber mais:

Além dos espetáculos da Companhia em turnê por todo mundo, o diretor Daniele Finzi Pasca escreveu e dirigiu diversas óperas e espetáculos teatrais, além de dois espetáculos do Cirque du Soleil e três cerimônias olímpicas! Até agora, “Bianco Su Bianco” realizou 90 apresentações para 25 mil pessoas em 10 países e 31 cidades.
Dica: Você pode pagar meia entrada colocando seu nome no evento do Facebook.

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Bianco Su Bianco
Onde:
Teatro Municipal Carlos Gomes: Praça Tiradentes, Centro.
Quando: Até 29/1, quinta e sexta às 20h, sábado e domingo às 19h
Quanto: R$ 40 (inteira) / R$20 (meia) – lista amiga aqui
Telefone: 2224-3602

Espetáculo sobre universo feminino encerra temporada em Santa Teresa

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Fotos: Divulgação/Carolina Spork

Uma dica para o fim de semana é um passeio pelo bucólico bairro de Santa Teresa, na região central do Rio. Ladeiras, artesanato, culinária, cinema, bondinho. E casas culturais. Uma delas é o Parque das Ruínas, que fica perto do Largo do Curvelo. A visita vale pela linda vista da cidade e para conhecer as ruínas do palacete onde morou Laurinda Santos Lobo. Ali funcionam duas salas com exposições e uma sala de teatro, onde está em cartaz o espetáculo “Retratos”, em temporada independente. A gente conferiu a peça e adorou!  Leia, abaixo, a resenha. Vamos sortear ingressos em nossas redes sociais! Fiquem ligados!

Mulheres em flashes
Por Aline Miranda

Adentramos na sala de pedra. O ambiente pequeno acolhe e encanta. No centro do palco, imóvel, vemos uma mulher. Em breve, várias personas habitarão esta mulher, por hora ao centro do palco, inerte. Para onde mira seu perdido olhar?

O que se perde e o que se ganha nos papeis sociais os quais nos destinam, a nós mulheres? O que “Retratos” quer nos mostrar através deste solo de interpretações de papeis femininos tão variados?

Carol Cony, atriz e bailarina, nos convida a adentrar o invisível e o real na vida de mulheres que perpassam por seu corpo, em uma construção que se faz presente em cada fio de cabelo, na respiração, no mínimo gesto. E no olhar.

Muitas vozes se agregam. Algumas silenciadas pela figura masculina, que não vemos, mas que se faz presente em gesto e representação. Gravatas que amordaçam e cegam. Por vezes há morte, por vezes há libertação. Resistir segue sendo sempre a opção.

“Bonita? Não. Mulher!”, diz uma das personagens. As falas ditas são poucas. O texto visual é o mais impactante. Criação conjunta de Carol e Cristina Moura, que assina a direção. A trilha composta por Domenico Lancellotti mistura referências de pop, cinema, circo e cotidiano, sendo o fio condutor destes 50 minutos de nuances, sentimentos e sensações múltiplas. A luz, de Tábatta Martins, faz se importante também como diálogo com a atriz e as imagens reproduzidas e experimentadas. Corpo, luz e som são a fala do espetáculo.

Há uma perfeita sincronia entre o estudo de corpo e o movimento facial, principalmente dos olhos. Um ritmo acelerado e constante, de encaixe cênico poético, traz leveza na dança com os tecidos. Roupas que bailam, que poderiam afogar, mas fazem rir e libertam. “Há noites intraduzíveis”, ouvimos. Tardes também.

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Inspirado no empoderamento feminino presente no trabalho da fotógrafa Cindy Sherman, “Retratos” é um espetáculo que toca, plenamente, o feminino. Uma temporada independente. Uma equipe integrada quase totalmente por mulheres. E corajosamente apostando no financiamento coletivo. Esses motivos já se fariam suficientes para você ir assistir. Mas “Retratos” faz mais: te cutuca, te faz rir, te faz pensar, te gruda na cadeira, te faz querer dançar, te veste, te despe, te tira do lugar.

Clique aqui para ver o vídeo da campanha.
Clique aqui para acessar a página da Vakinha.

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“Retratos”
Onde: Parque das Ruínas – Rua Murtinho Nobre, 169, Santa Teresa.
Quando: Sábado (29/10) às 16h.
Quanto: Entrada R$ 30 / R$ 15 (meia).
Classificação: 12 anos.

 

Inscrições abertas para as oficinas artísticas da Uerj (preços em conta!)

Após um longo período de greve, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (nossa querida Uerj) abre suas portas para as Oficinas de Criação Artística da Uerj!

Neste semestre estão sendo oferecidos cursos nas áreas de dança, artes plásticas, música, teatro, fotografia, literatura, dentre outras. Cada módulo possui quatro meses de duração, com carga horária mínima de 32h.

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Campus da Uerj, no Maracanã/Foto: Divulgação Coart Uerj

As aulas começam na próxima segunda-feira (5/9), mas é possível se inscrever até o dia 30/9. O preço da matrícula é camarada: R$200 taxa única válida para todo o módulo (R$160 para comunidade interna e professores da rede pública).

As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h, na secretaria da COART, que fica no Centro Cultural da universidade, no Maracanã.

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Alguns dos trabalhos desenvolvidos nas aulas/Foto: Divulgação Coart Uerj

Confira alguma das oficinas oferecidas: direção e roteiro cinematográfico, teoria da música, canto, violão e cavaquinho, guitarra, percussão, yoga, dança afro, dança do ventre, capoeira, forró, dança de salão, teatro, palhaçaria, desenho, caricatura, cerâmica, fotografia digital e muito mais! (Quero fazer todas, #comolidar?) 

Veja aqui o programa completo de atividades.

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Oficinas de Criação Artística da Uerj
Quando: aulas a partir do dia 5/9, inscrições até 30/9
Onde: Uerj – Rua São Francisco Xavier, 524, Maracanã
Quanto: taxa única de R$200 (R$160 para comunidade interna e professores da rede pública)

Porque ainda precisamos falar sobre o feminicídio

Sei que muitas pessoas, só de ler este título, ensaiaram um bocejo e pensaram “aii, lá vem textão mulher mimimi violência mimimi machismo”. Pois, sim. Mais um texto disso. Já se passaram mais de dois mil anos que Jesus esteve por aqui, mais tantos mil anos antes dele e ainda temos que falar sobre a morte de mulheres por elas serem… mulheres.

O México. Segundo país mais populoso e segundo maior PIB da América Latina. Uma das maiores economias do mundo e uma potência regional (palavras do wikipedia, veja aqui). Dentro do México há Ciudad Juárez, com 2,6 milhões de habitantes. Fronteira com Texas e conhecida por ser a “Faixa de Gaza mexicana”. Lá também é um polo de indústrias de tecnologia. Por lá, um computador é feito a cada cinco segundos. Um celular criado a cada dois segundos. E uma mulher morta a cada três horas.

Pode-se dizer, então, que Ciudad Juárez é um polo de indústrias de tecnologia e de feminicídio. Em Ciudad Juárez ser mulher é sentença de morte. O papa Francisco passou por lá este ano e falou sobre o número alarmante de mulheres mortas, violentadas, abusadas e agredidas por lá. (Mais sobre Ciudad Juárez aqui e aqui)

O Brasil. O país mais populoso e com maior PIB da América Latina. Uma das maiores economias do mundo e uma potência regional. Dentro do Brasil há a Ilha de Marajó, Lá, meninas de até sete anos são estupradas diariamente. A situação é tão comum que já há nome para isso: meninas balseiras (leia matéria aqui). No Brasil, uma mulher é morta a cada cinco horas.

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Cena do espetáculo “Bonecas Quebradas”, sobre o feminicídio no México

Feminicídio é algo que vai além da misoginia, criando um clima de terror que gera a perseguição e morte da mulher a partir de agressões físicas e psicológicas dos mais variados tipos, como abuso físico e verbal, estupro, tortura, escravidão sexual, espancamentos, assédio sexual, mutilação genital e cirurgias ginecológicas desnecessárias, proibição do aborto e da contracepção, cirurgias cosméticas, negação da alimentação, maternidade e esterilização forçadas.

México. Brasil. Países com realidades distintas, mas destinos iguais. Mulheres de lá e mulheres daqui convivendo com o terror da violência, do medo, da falta de perspectiva de um futuro melhor. Mas as mulheres de lá e as daqui não se calam. Se unem, gritam mais alto e mostram ao mundo essa realidade tão terrível.

Aqui no Rio está em cartaz a peça “Bonecas Quebradas”, que trata sobre os casos de Ciudad Juárez. Sobre os casos do Brasil. Sobre todas nós. Depois de assistir ao espetáculo, tive vontade que todos os homens assistissem também. Meu pai, meus professores, meus ex namorados, amigos, colegas de trabalho. Porque sinto que algumas coisas só são sentidas quando vistas de outras perspectivas. E um palco faz isso, nos dá outras visões, outras interpretações.

Todos e todas convidados. Porque estamos em 2016 e ainda precisamos falar sobre feminicídio.

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Bonecas Quebradas
Onde: Espaço Cultural Sérgio Porto – Rua Humaitá, 163.
Quando: até 22/8, quinta a segunda-feira (quinta a sab às 2h, domingo e segunda às 20h. Dia 20/8 tem sessão extra às 16h30)
Quanto: R$20 inteira / R$10 meia e lista amiga (bonecasquebradasteatro@gmail.com)

 

Festival de artes gratuito nas favelas cariocas

O FESTFAVELA: Minha Cidade Maravilhosa é um festival de artes integradas que reunirá dança, shows e teatro em favelas do Rio, para moradores e visitantes. As apresentações acontecem nos dias 23, 24, 30 e 31/7 e 6 e 7/8 no Cantagalo, Maré, Mangueira, Vidigal, Rocinha e Praça Mauá.

O evento é idealizado pelo grupo de teatro Gene Insanno e as apresentações serão gratuitas, reunindo os Pontos de Cultura Ecoar, Cia Livre de Dança da Rocinha, Centro Cultural Cartola, Ação Local Cia Cultura Urbana RJ e Museu do Amanhã.

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Foto: Guilherme Imbassah

Confira a programação completa:

23/7 – CANTAGALO – CAMPINHO
14h – Ilhas (Performance de Dança) –Ecoar
15h – Isso dá um Samba (Espetáculo Teatral) – Grupo Gene Insanno
16h – História de um Malandro (Espetáculo de Dança) – Cia Cultura Urbana RJ

24/7 – MARÉ – AÇÃO COMUNITÁRIA DO BRASIL
14h – Contando e Cantando a história do Samba (palestra ilustrada) – Nilcemar Nogueira (Doutora em Psicologia Social, Mestra em Bens Culturais, Pesquisadora, Sambista) – Centro Cultural Cartola
15h – História de um Malandro (Espetáculo de Dança) – Cia Cultura Urbana RJ
16h – Isso dá um Samba (Espetáculo Teatral) – Grupo Gene Insanno

30/7 – MANGUEIRA – CENTRO CULTURAL CARTOLA
14h – Contando e Cantando a história do Samba (palestra ilustrada) – Nilcemar Nogueira (Doutora em Psicologia Social, Mestra em Bens Culturais, Pesquisadora, Sambista) – Centro Cultural Cartola
15h – Isso dá um Samba (Espetáculo Teatral) – Grupo Gene Insanno

31/7 – PRAÇA MAUÁ – MUSEU DO AMANHÃ
14h – História de um Malandro (Espetáculo de Dança) – Cia Cultura Urbana RJ
15h – Ilhas (Performance de Dança) – Ecoar
16h – Isso dá um Samba (Espetáculo Teatral) – Grupo Gene Insanno
17h – Contando e Cantando a história do Samba (palestra ilustrada) – Nilcemar Nogueira (Doutora em Psicologia Social, Mestra em Bens Culturais, Pesquisadora, Sambista) – Centro Cultural Cartola
18h – Brasileirices (percussão, canto, dança e teatro) – Cia Livre de Dança da Rocinha

6/8 – VIDIGAL – LARGO DO ACESSO
14h – Ilhas (Performance de Dança) – Ecoar
15h – Via Apia (Espetáculo de Dança) – Cia Livre de Dança da Rocinha
16h – Isso dá um Samba (Espetáculo Teatral) – Grupo Gene Insanno

07/8 – ROCINHA – LARGO DA ROUPA SUJA
15h – Um palco para sonhar (Espetáculo de Dança) – Cia Livre de Dança da Rocinha
16h – Isso dá um Samba (Espetáculo Teatral) – Grupo Gene Insanno

 

Domingo com teatro para crianças

A Cia Teatral Milongas segue com a segunda temporada do projeto “Arte na Praça”, com sessões gratuitas do infantil ‘Contos Fadados’ e oficina de música para a criançada. A próxima parada acontece neste domingo (24/7) na Praça 15 de Novembro, em Marechal Hermes, a partir das 10h.

“Contos Fadados” é um espetáculo interativo inspirado em jogos de mesa tipo “Detetive” ou “Scotland Yard”, em que os atores são as peças do tabuleiro e os jogadores são os próprios espectadores.

Contos Fadados  crédito Fernanda Tomaz
Foto: Fernanda Tomaz

Na trama é preciso descobrir quem roubou o livro do autor no mundo dos contos de fadas e está destruindo as histórias. Os suspeitos são os personagens excluídos destes contos: Rogério Luiz, o quarto porquinho; Chato, o oitavo anão; e Isabela, a irmã de Chapeuzinho Vermelho.

A interatividade é essencial nesta encenação. A plateia decide em vários momentos o rumo dos personagens na história.

Além do espetáculo, vai acontecer também uma oficina de criação de brinquedos e instrumentos musicais.

Tudo de graça e com classificação livre!

 

 

Por que usamos máscaras na dramarturgia? Palestra-espetáculo gratuita aborda essa influência

O grupo teatral Moitará apresenta logo mais, às 20h, na Lapa, a palestra-espetáculo “A máscara na energia do ator”. O objetivo é propor uma reflexão sobre a influência da máscara no teatro e na cultura.

Unindo a parte didática com o lúdico, o Moitará apresenta ainda algumas demonstrações de trabalho baseadas na pesquisa sobre a dramaturgia do ator desenvolvida nos últimos 28 anos. Além de aprender um pouco mais sobre essa linguagem, utilizada nas artes e especialmente no teatro há milhares de anos, o público ainda vai se divertir e se emocionar com as cenas, acompanhadas por música ao vivo.

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O encontro de hoje integra o Circuito Cultural Rio, idealizado pela Secretaria Municipal de Cultura e pela Prefeitura do Rio, para a programação cultural dos períodos Olímpico e Paralímpico, que vai de maio a setembro de 2016.

Entrada gratuita e classificação livre. As senhas serão distribuídas a partir das 19h.

O Espaço Moitará fica na Rua Joaquim Silva, 56/2º andar – Lapa.

Aniversário do Theatro Municipal tem apresentação gratuita do Lago dos Cisnes

Uma dos balés românticos mais conhecidos e queridos do mundo, o “Lago dos Cisnes” terá apresentação gratuita neste domingo (17/7) no Theatro Municipal do Rio. Esta é somente uma das atividades gratuitas que o local apresenta, em comemoração aos seus 107 anos.

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Foto: Júlia Ronai Fotografia

A apresentação acontece às 17h e a entrada será por ordem de chegada, então é bom ir cedo para garantir a entrada. Na apresentação, atuarão como solistas os bailarinos Mel Oliveira, interpretando o duplo personagem Odette e Odile, Murilo Gabriel no papel do Príncipe Siegfried, Rodrigo Negri como o Bobo da Corte e Edifranc Alves como o bruxo Von Rothbart. O Ballet do Theatro Municipal tem direção artística das primeiras bailarinas Ana Botafogo e de Cecília Kerche.

As atividades em comemoração aos 107 anos do Theatro, todas com entrada gratuita, seguem por todo o dia. Confira a programação:

11h – Coro e orquestra sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Concerto em homenagem a Carlos Gomes – 180 anos de nascimento

14h – Apresentação da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa

17h – Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

O Theatro Municipal do Rio fica na Cinelândia – Centro.

 

 

Peça retrata feminicídio na América Latina. Temos convites para sorteio!!

A partir de relatos dos mais de seis mil casos de morte e desaparecimento de mulheres em Ciudad Juarez, no México, a peça “Bonecas Quebradas” mostra o dama do feminicídio na América Latina.

Entremeando cenas dramáticas, baseadas em relatos reais, com projeção de imagens, reflexões críticas e registros documentais, este teatro documental trata de um tema muito presente na vida e nos pensamentos de todas as mulheres: a violência de gênero. É um espetáculo marcado por esse aspecto documental, e que apresenta personagens emblemáticos da trama dos acontecimentos ocorridos no México em diálogo com uma reflexão sobre as profundas implicações que os fatos narrados têm com acontecimentos no Brasil e em outros países latino americanos.

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Quer assistir ao espetáculo?
Vamos sortear dois pares de ingressos em nosso Instagram, fiquem de olho!

“Bonecas Quebradas” está em cartaz no Sesc Copacabana – Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana.

Ingressos: R$ 5 (assoc. Sesc), R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20.

Nota da editora: costumamos apresentar dicas de eventos que custem até R$10, um preço que costuma caber no orçamento da maioria dos cariocas. Casos como esta peça aparecem aqui porque conseguimos entradas gratuitas para sorteio ou alguma ação que premie nossos leitores/seguidores. Se você tem um show legal, espetáculo teatral, dança, etc que custe mais de R$10 mas gostaria de divulgar com a gente, entre em contato! 🙂

Mostra multimídia reúne as memórias de Caio F. Abreu

O Sesc Copacabana está com uma incrível mostra multimídia homenageando o contista, romancista, dramaturgo e jornalista Caio Fernando Abreu. O público tem a oportunidade de entrar em contado com todo o universo do autor por meio de diferentes linguagens artísticas.

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A programação conta com debates, mostra de filmes, espetáculos de teatro e dança e apresentação musical com as cantoras Marina Lima e Cida Moreira. Apenas o teatro e o show musical são pagos, o restante é de graça! 🙂

Confira a programação gratuita da mostra:

– CICLO DE DEBATES
13/6 a 18/7
2as, 19h.
Grátis. 16 anos.
Mediação de Ramon Nunes Mello.

20/6 – Caio F. | Uma vida encenada
Com Gilberto Gawronski, Luis Artur Nunes e Renato Farias.
11/7 – Caio F. | Vida e Ficção
Com João Silvério Trevisan, Paula Dip e Luís Fernando Emediato.
18/7 – Caio F. | Inventário Astrológico
Com Amanda Costa, Claudia Lisboa e Pedro Tornaghi.

– EXPOSIÇÃO > CAIO FERNANDO ABREU, DOCES MEMÓRIAS
6/6 a 7/8
5a a domingo, 11h às 18h. 2as, 13h às 20h.
Grátis. 16 anos.

Apresentação de itens do acervo pessoal e bibliográfico, vestimentas, objetos de uso pessoal, manuscritos originais, dezenas de cartas, documentos, fotos, áudios e vídeos com entrevistas, entre outros.

– CINEMA > MOSTRA DE CURTAS E LONGAS
Todas as 2as. Grátis.
Mediação de Flávia Prosdocimi. Com a presença dos diretores.

4/7 – 19h. 16 anos.

Sargento Garcia – Hermes é um jovem imaturo e inexperiente que sonha em fazer faculdade de filosofia, mas quando ele vai se alistar ao exército ele percebe que a rigidez e autoritarismo do Sargento Garcia esconde uma forte pulsão sexual por jovens “diferentes”. De Tutti Gregianin.

Para sempre teu Caio F. – Caio Fernando Abreu foi um dos nomes mais importantes da literatura brasileira. Mesmo em pouco tempo de vida – ele morreu aos 47 anos, vítima da AIDS – deixou uma imensidão de livros, estudos, peças e debates. Polêmico e genial, suas obras foram traduzidas em doze idiomas e ganharam o mundo. Com depoimentos de amigos e familiares, o filme ainda traz diários e anotações pessoais do escritor gaúcho. De Candé Salles.

25/7 – 19h. 12 anos.

Linda, uma história horrível – Com uma mala em punho, um filho já adulto chega para visitar sua idosa mãe.  A casa continua a mesma, porém degradada pelo tempo – degradação essa que se estende ao corpo da velha senhora. De Bruno Gularte Barreto.

Sobre sete ondas verdes espumantes – Um roadmovie poético construído através da vida e obra do escritor Caio Fernando Abreu. Santiago, Amsterdã, Berlim, Colônia, Paris, Londres, Porto Alegre, São Paulo. As cidades que testemunharam a vida breve do poeta, dramaturgo e escritor são revisitadas e recobertas agora de fragmentos de suas obras e lembranças de seus amigos, como Maria Adelaide Amaral, Grace Gianoukas e Adriana Calcanhoto. De Bruno Polidoro.

– DANÇA > CAIO
21 a 24/7
5a a domingo, 21h.

O espetáculo nasce do estudo das relações afetivas a partir de interações entre a dança contemporânea e a literatura de Caio Fernando Abreu. Aproximam-se corpo e palavra, dança e literatura, pelas conexões intersemióticas entre as duas linguagens artísticas.  Com o grupo Qualquer um dos 2 Cia. de Dança.

 

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Nascido em Santiago do Boqueirão, Rio Grande do Sul, em 1948, Caio F. Abreu, como assinava seus trabalhos, escreveu vários romances e contos, entre eles Pedras de Calcutá, Morangos Mofados – o livro que o tornou popular -, Os Dragões Não Conhecem o Paraíso, Onde Andará Dulce Veiga? e Limite Branco.

As marcas e a influência de autores consagrados da literatura, tais como Clarice Lispector, Hilda Hilst, Gabriel García Márquez e Julio Cortázar, são bastante evidentes em sua obra, bem como a música, o teatro e o cinema, que o inspiraram de forma marcante. Falecido em 1996, sua obra permanece viva e admirada ao redor do mundo – inclusive, por toda uma nova geração de leitores e escritores.

Caio, a gente te ama!

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O Sesc Copacabana fica na Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana.

 

Arenas culturais recebem espetáculo gratuito com audiodescrição para deficientes visuais

*Atualização: novas datas de apresentação: nesta quarta e quinta (8 e 9/6), na Areninha carioca Hermeto Pascoal (Praça 1º de Maio s/nº – Bangu), às 15h. Haverá também oficina de palhaçaria na unidade!

A comédia Lóve retorna ao Rio com sessões gratuitas nas arenas culturais da Prefeitura, nos meses de abril e maio, passando pelos bairros da Pavuna (13 e 14/4), Penha (21 e 22/5) e Pedra de Guaratiba (27 e 28/5).

Pavuna e Penha terão sessões acessíveis, com audiodescrição para deficientes visuais. Haverá também oficina de palhaçaria em cada unidade.

No espetáculo clown, a Palhaça Valquíria Mascarenhas (Fernanda Paixão) se prepara para um encontro romântico com o amor de sua vida. Os clichês amorosos ficam expostos ao longo do espetáculo e colocados constantemente em questão, os afetos humanos são revelados através da perspectiva da palhaça.

O projeto é patrocinado pela Secretaria Estadual do Cultura.

Confira a programação de Lóve pelas Arenas:

Abril

Arena Carioca Jovelina Pérola Negra:
Praça Ênio, s/nº. Pavuna
Datas: 13 (quarta) sessão às 15h; e 14 (quinta) sessão às 10h30
Telefone: 2886-3889
Capacidade: 330 lugares
Classificação: 14 anos
Entrada: Franca
Duração: 50 minutos
*Audiodescrição
*Oficina: 14|04 às 13h30

Maio

Arena Carioca Dicró – Carlos Roberto de oliveira:
Parque Ari Barroso, s/nº. Penha
Datas: 21 (sábado) sessão às 20h; e 22 (domingo) sessão às 19h
Telefone: (21) 3486-7643
Capacidade: 338 lugares
Classificação: 14 anos
Entrada franca
Duração: 50 minutos
*Audiodescrição
*Oficina:
22|05 às 14h

Arena Carioca Abelardo Barbosa – Chacrinha
Endereço
: Rua Soldado Eliseu Hipólito, s/nº. Pedra de Guaratiba.
Data: 27 (sexta) e 28(sábado)
Horários: sessão às 19h.
Telefone: (21) 3404-7980
Capacidade: 330 lugares
Classificação: 14 anos
Entrada: Franca
*Oficina: 27|05 às 14h