Mundial de Paraciclismo de Pista revive as emoções das Olimpíadas no Rio

Quem acompanhou e vibrou com as Olimpíadas e Paralimpíadas em 2016, terá mais uma oportunidade de reviver as emoções dos Jogos no Mundial de Paraciclismo de Pista. O evento será realizado de 22 a 25/3 no Velódromo do Parque Olímpico da Barra.

Mais de 170 atletas (quase 240 contando com os pilotos da categoria tandem que não tem deficiência) de 30 países irão disputar as 114 medalhas da competição. O Mundial é dividido em seis categorias, sendo uma para baixa visão e cegos (Tandem) e outras cinco para diferentes graus de deficiência físico-motoras e amputados (C1 a C5), no masculino e no feminino. Além disso, há uma prova em que paratletas de diferentes classes formam uma equipe.

Atleta_UCI
Fotos: Marcio Rodrigues.MPIX.CPB e divulgação UCI

A delegação brasileira está entre as maiores da edição, ocupando a oitava colocação em tamanho. As maiores são da Grã-Bretanha (22 competidores), Estados Unidos (18), Austrália (16), Rússia (14), Irlanda (13), China (12) e Espanha (12) com Malásia (10) e Argentina, Holanda e Nova Zelândia, todas com 9, fechando o top 10.

O Mundial de Paraciclismo de Pista Rio 2018, o único da modalidade a ser disputado no Brasil, ganha ainda mais importância por ser a primeira grande competição a contar pontos para o ranking que selecionará os participantes dos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020. O Paraciclismo é o terceiro esporte que mais distribui medalhas em Jogos Paralímpicos, atrás apenas do Atletismo e da Natação.

Os portões do Velódromo do Parque Olímpico da Barra serão abertos às 9h e a entrada é totalmente gratuita.

– –
Mundial de Paraciclismo de Pista
Onde: Velódromo do Parque Olímpico da Barra (entrada principal pela Av. Embaixador Abelardo Bueno )
Quando: De 22 a 25/3 – Sessões às 10h e às 15h (portões abertos a partir das 9h)
Quanto: Entrada gratuita

Anúncios

Mobilidade carioca – como funciona a nova malha metroviária pós Olimpíadas

Um dos grandes dilemas do carioca sempre foi a dificuldade de circulação dentro do Rio. Malha metroviária muito pequena, trens em condições péssimas, ônibus que levam horas para chegar a seu destino… Enfim, sempre é muito difícil para a gente fazer um trajeto de longa (e até mesmo média) distância.

Um dos legados das Olimpíadas por aqui foi a reformulação no traçado de mobilidade urbana da cidade: vias expressas de BRT (Bus Rapid Transit ou Transporte Rápido por Ônibus), mudanças nos trajetos das linhas de ônibus que circulam pela Zona Norte, Zona Sul e Centro, melhoria nos trens e estações e a tão aguardada Linha 4 do metrô, ligando a Zona Sul à Barra da Tijuca.

brt01
Foto: Site BRT Rio

O nosso BRT é inspirado no modelo de sucesso que funciona em Curitiba, cidade exemplo de modalidade urbana no Brasil. Os corredores expressos cortam pontos importantes, que sofriam muito com a dificuldade de locomoção por conta de engarrafamentos gigantescos (chegando esses a ultrapassar os de São Paulo nos últimos anos).

Já implantado, este transporte reduziu o tempo de viagem de muita gente, principalmente trabalhadores que moram distante de seus empregos. Ainda a ser inaugurado, o BRT da Av. Brasil será mais um marco, melhorando a fluidez na circulação na principal via expressa municipal.

A abertura da Linha 4 do metrô também facilitou a vida de quem faz o trajeto Centro-Zona Sul-Barra, diminuindo consideravelmente o tempo perdido em engarrafamentos diários.

Essas mudanças, além de facilitar a vida do trabalhador, também ajudará turistas a circularem pela cidade e, até mesmo, nós, moradores, a chegar a pontos distantes.

vlt01
Foto: G1

Quem também chegou e já está abalando é o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), sensação durante os Jogos Olímpicos. A leveza do transporte está em propiciar menor consumo de energia e acessibilidade. Sem catracas, o pagamento é feito dentro dos trens, o que traz para a cidade aquela sensação de “civilidade” que todo mundo sente ao viajar para grandes cidades que possuem o mesmo sistema de cobrança.

 

Mais que uma ligação da rodoviária para o aeroporto Santos Dumont (até porque ele não é muito rápido), o VLT está nos fazendo descobrir um Centro por vezes desconhecido. A Orla Conde (que sempre será chamada de Boulevard Olímpico) ganhou vida e, independente do dia, há pessoas passeando no local graças ao VLT.

malha carioca.png
A malha do transporte público carioca

Nossa malha metroviária está se tornando, a cada dia, mais eficiente. O transporte sempre foi uma das maiores reclamações de moradores e visitantes. Agora, aos poucos, esse legado de melhoria se torna real, nos ajudando a circular por todas as áreas da cidade, deixando carros na garagem e conectando uma cidade, por anos, partida.

Mais informações:
BRT Rio
Metrô Rio
VLT Rio
Super Via (trens)
Rio Ônibus

Texto: Will Senter