Tem sorteio de vale-compras na Arara! Quem quer?

Você também se apaixonou pela proposta da Arara e pelo acervo deles?
Então trago boas notícias: tem promoção rolando no Facebook!

Quer ganhar R$50 em compras na Arara Garimpo? ❤

Corre lá no nosso Facebook, confira as regras (tá tudo explicadinho aqui embaixo também) e participe!

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O sorteio será no dia 05/04/17.

Boa sorte!!

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Descobrindo a Arara Garimpo, o brechó online com curadoria fashion e pegada sustentável

Passado o carnaval, 2017 enfim começou trazendo com ele um mundo cada vez mais alternativo, que usa a tecnologia para, enfim, aproximar. Estamos sempre em movimento, criando, mudando e nos desenvolvendo. A web é palco de encontros e trocas.

E essa mudança chegou também na moda. A ideia de dar uma vida útil maior às roupas e romper com o ciclo de consumo de moda sazonal é uma tendência mundial, que aos poucos se fortalece também no Brasil. E foi nesse cenário mutante e agregador que a Carolina Lacerda e o Rodrigo Cavassoni criaram a Arara, um brechó com curadoria de estilo, e online! Conversamos com o casal sobre moda, inovação, sustentabilidade e, claro, tempos de crise!

Confira esse encontro na entrevista abaixo:

RDG – A Arara parte de uma premissa comum – um brechó ou bazar de roupas – mas, ao mesmo tempo, traz uma proposta diferente, ao criar uma espécie de curadoria para as peças. Por que optaram por não fazer um brechó tradicional?

Arara – A cultura de brechó é algo que existe faz tempo, mas no Brasil a ideia de um brechó que seja realmente bacana ainda não é muito difundida. As pessoas associam roupas de segunda mão a coisas velhas, tem gente até que associa roupa de brechó à roupa de defunto (risos). No exterior, principalmente em países da Europa, você vê facilmente brechós que mais parecem lojas de luxo, onde encontramos peças de desejo, em perfeito estado e com preço justo.

Na Arara nosso maior trabalho é mostrar para as pessoas que roupa de brechó pode, sim, ser muito boa. Não é por que alguém não quis mais uma peça de roupa que essa peça é necessariamente ruim. Podemos encontrar tesouros nos armários dos outros! Nosso desafio é, então, tirar a cara de “velho” do brechó, e é aí que entra a curadoria. É imprescindível que as peças estejam em excelente estado, além de serem facilmente inseridas na moda atual.

De onde vem a ligação com a moda?

Eu sou formada em Letras e o Rodrigo é engenheiro, mas sempre nos interessamos por design, moda e estética de uma maneira geral. E a Arara acabou sendo onde a nossa veia criativa pode falar mais alto. Além disso, nós sempre gostamos de comprar em brechó. Acho que poucas coisas me deixam mais feliz quando estou viajando do que encontrar uma loja toda entulhada de roupa (risos). Garimpar sempre foi um hobby.

Fique ligado(a) no Facebook do Rio de Graça, em breve sai
uma promoção em parceria com a Arara!

Como surgiu a ideia da parceria?

Arara – A parceria surgiu com a insatisfação em nossas carreiras e da necessidade de gerar uma renda alternativa. Eu comecei vendendo roupas minhas em sites tipo marketplace e percebi o potencial do mercado de segunda mão na internet. Logo abri, em parceria, um pequeno brechó online. Depois de um ano com o negócio, não conseguia tocar, sozinha, a empresa. Foi nesse momento que o Rodrigo uniu suas forças comigo e começamos a trabalhar juntos. A parceria deu super certo e resolvemos dar um passo à frente: fechamos a empresa antiga e, alguns meses depois, inauguramos a Arara.

Como é feita a seleção das peças? E vocês fazem bazares físicos?
 
Estar em bom estado é crucial. Além disso, outros pontos como estilo, marca e modelagem são levados em consideração na seleção das peças. Estamos sempre marcando presença em mercados e feiras de moda, porque o contato com o público é muito importante, principalmente em se tratando do mercado de segunda mão, muitos clientes ainda preferem comprar ao vivo.
Como vocês trabalham para tirar esse preconceito de pessoas que ainda acham que comprar usado não tem o mesmo valor que comprar um produto novo?
 
Olha, é osso! Nós estamos sempre produzindo conteúdo a respeito do consumo de segunda mão para nosso blog, dentro do site. Mas acredito que o que mais faz diferença é a relação que a roupa de brechó pode ter com a moda e buscamos mostrar isso o tempo todo. O que mais convence quem tem preconceito é ver que as peças, de fato, têm aspecto de novas e são artigos da moda atual.
“As crises financeiras fazem com que busquemos alternativas
e ótimas oportunidades podem surgir a partir disso”
Muita gente está investindo em negócios próprios, mesmo com a crise. É o primeiro negócio de vocês? Como estão sentindo a recepção das pessoas?
A recepção é boa, mas todo novo negócio passa por suas dificuldades, principalmente no início. Já tive duas empresa antes da Arara e percebo muita melhora desde então – a experiência faz toda a diferença. Como trabalhamos com produtos mais baratos, a crise, na verdade, está do nosso lado, pois o consumidor que adquire roupas num brechó tem um poder de compra relativamente maior. Em geral, tenho visto que os empreendimentos aumentam; tenho vários amigos abrindo negócios, apesar da falta de incentivo fiscal e de todas as dificuldades.
“O desafio de encontrar peças legais em bazares e brechós tradicionais é justamente ter um olhar mais voltado para a moda, para achar aquelas peças que tem valor estético na atualidade”
Vocês participam de outras formas inovadoras de comércio justo? 
 
Nós fazemos uso da economia colaborativa, principalmente com as facilidades que o mercado de hoje oferece, como o AirBnB e o DogHero, por exemplo. Além disso, procuramos sempre consumir de formar alternativas, em vários âmbitos. Recentemente nos mudamos e mobiliamos praticamente toda a casa com móveis de segunda mão. Também compramos queijo e manteiga de pequenos produtores da Serra da Canastra, legumes na feirinha de orgânicos, onde temos a oportunidade de conversar com quem planta. Hoje feiras como a Junta Local facilitam muito essa troca. Também trocamos serviços com frequência. Precisamos de uma consultoria jurídica há um tempo atrás e, em troca, passamos o dia na casa da nossa advogada ajudando a organizar o closet dela.
Outro facilitador de trocas são os grupos do facebook. Eu participo de um grupo de doação de probióticos, no qual a mediadora organiza trocas pelo Brasil inteiro. Eu já recebi uma muda de Jun de uma pessoa que me enviou pelo correio de Santa Catarina e já doei kefir de leite para algumas pessoas. Fico feliz de ver que cada vez mais ações que estimulam o consumo sustentável estão se tornando comuns, aproximando mais as pessoas e nos tornando mais conscientes.
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Fotos: Divulgação Arara
Você também ficou com vontade de ser amigo(a) deles e chamá-los para arrumar seu armário? Confira o garimpo bacana no site da Arara, na página deles no Facebook e no Instagram.
Você tem algum projeto legal, inovador e carioca? Conta pra gente: riodigratis@gmail.com

 

Top Fashion BRECHÓ em Santa Teresa

Fica a dica para quem adora garimpar umas modas por aí: domingo, 18/5, o Top Fashion BRECHÓ leva para Santa Teresa diversas marcas bacanas a preço de banana!

São marcas como Colcci, Oh,Boy!, Osklen, Espaço Fashion, Farm, Ecletic, Dress To, Schutz, Animale e vários achados imperdíveis, com etiqueta de grife, mas preço de bazar. Também vai rolar o som do DJ Fábio ACM

Entrada grátis! ❤

O bazar será no Armazém Cultural São Joaquim – Rua Almirante Alexandrino, 470 – Santa Teresa, e começa às 12h.