O amor fora do armário no CCJF

Em cartaz até 28 de janeiro de 2018, a exposição de fotos Minha Família Fora do Armário traz para a galeria do Centro Cultural Justiça Federal o cotidiano de 10 famílias cariocas homotransparentais, ou seja, famílias formadas por pessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans. 🌈

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Aline e as idealizadoras do evento

Diante de um cenário de muita intolerância e censura na sociedade brasileira, iniciativas como essa são fundamentais. É urgente e necessário o debate sobre as vidas e os direitos civis das pessoas LGBTQ’s. E, nada melhor para dissipar possíveis preconceitos – geralmente carregados de pré-conceitos -, do que conhecer, se aproximar, e perceber que essas famílias são como todas as outras na vivência de seus dias.

Renata Ferrer e Tata Barreto são as fotógrafas idealizadoras dessa mostra. Ambas compõem a Gataria Photography que, desde 2015, desenvolve um trabalho importante de visibilidade positiva para LGBTQ’s. Além das fotografias, o trabalho se desdobra em um curta documentário de 13 minutos, com jovens contando sobre o cotidiano de suas famílias.

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A mostra está na capa da programação do CCJF! ❤ 

Sensível, tocante e esclarecedor. Não perca!

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Minha Família Fora do Armário
Onde: Centro Cultural Justiça Federal – Avenida Rio Branco, 241 – Centro
Quando: 30/11/2017 à 28/01/2018 de 12:00 às 19:00, no Gabinete de Fotografia
Quanto: Entrada gratuita

 

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Atrizes em cena inovam texto consagrado de Plínio Marcos em Ipanema

Duas perdidas se encontram em corpo e palavra no Laura Alvim

Por Aline Miranda

Fomos conferir a estreia da peça “Dois perdidos numa noite suja”, realização da Cia Plúmbea, no Espaço Rogério Cardoso, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. O texto é conhecido por parte do público pela versão cinematográfica premiada de José Joffily, com Débora Falabella e Roberto Bomtempo como protagonistas. No filme, o personagem Paco é uma mulher, mas no texto original a dupla é de homens e, nesse espetáculo, interpretada por duas atrizes. E, mais que isso, elas se revezam nos papéis!

De maneira criativa e afinadíssimas para uma estreia, Ana Cecilia Reis e Caju Bezerra trocam de personagens como quem troca de sapatos. Esse objeto de cena é o mote da relação entre Tonho e Paco, e também da relação entre as atrizes. Como elas se revezam tão fluidamente nos papéis, não se pode associar a nenhuma delas uma interpretação maior de algum dos personagens. Esse é o ponto alto do espetáculo e merece boa plateia por isso. Como elas realizam tal feito? A melhor forma é comprovar assistindo 😉

1. Dois Perdidos Numa Noite Suja - Cia Plúmbea - crédito_Rodrigo Menezes (a)
Foto: Divulgação

A linguagem corporal é outra característica marcante na montagem desse grupo de alunas da Unirio. O gestual é presente a todo momento e compõe instantes interessantes entre os personagens depois que nos habituamos a essa linguagem. Possivelmente, o movimento físico é o que leva um pouco de suavidade a esse texto tão denso. As músicas que tocam no radinho do quarto escuro e úmido da dupla também provocam momentos de suspensão do duro cotidiano dos personagens.

O espaço é ambientado de maneira com que entremos neste universo onde dormem os personagens, como expectadorxs presentes, incomodados com o barulho, as brigas, a fumaça. É difícil rir das brincadeiras e provocações muitas vezes humilhantes entre a dupla criada por Plínio Marcos. Mas houve quem, no público, desse risada. A vida “real” é dura e, por isso, ver em cena situações de sarcasmo, deboche e violência pode ser duro. Mas as estratégias de atuação são inteligentes e sutis. Não há nada explícito como se vê em telejornais, filmes e até (muitas) séries e novelas. Há violência cotidiana, sim. Mas não é preciso ter arma e agressões físicas em cena para mostrar isso. Para tal, artifícios cênicos.

O programa do espetáculo é também inovador, apresentado criativamente como parte do jornal impresso “A Noite”, datando 25 de março de 1972. O texto – que também já foi ao cinema interpretado por Emiliano Queiroz e Nelson Xavier – está em cartaz na aconchegante e inspiradora Casa de Cultura Laura Alvim, que por si só já valeria a visita.

Pestigie a cultura carioca e aproveite a brisa beira-mar após o espetáculo. É preciso ventilar as ideias e suspirar com arte em tempos sombrios.

 

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Teatro – Dois Perdidos Numa Noite Suja
Onde: Casa de Cultural Laura Alvim – Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema (próximo à estação General Osório do metrô)
Quando: Terças e Quartas (até 20/12), às 20h
Quanto: R$30 inteira / R$15 meia

 

Primavera Literária comemora 17 anos com edição especial na Casa França-Brasil

A Primavera Literária já ocupa seu lugar no calendário cultural da cidade. Todo ano, somos presenteados com literatura de qualidade, palestras, contação de histórias, teatro e música. E, comemorando 17 anos do evento, a edição de 2017 será, pela primeira vez, na histórica Casa França-Brasil.

A edição deste anos acontece entre os dias 26 a 29/10, com programação cultural e estandes de editoras das 10 às 20h.

A Primavera Literária o maior evento das editoras independentes do estado do Rio e promove a bibliodiversidade, que é a diversidade cultural aplicada ao mundo dos livros. Para esta edição, apresentará uma programação repleta de atrações, com um olhar atento para a realidade da cidade, imersa em uma das maiores crises de sua história: além da escalada da violência urbana, não é possível compreender o Rio sem recordar do seu antigo apelido, de “tambor do Brasil”.

Casa França-Brasil:  fachadas
A bela Casa França-Brasil. Foto: Pedro Agilson / Oca Lage

Promovido pela Liga Brasileira de Editoras (LIBRE), o evento terá destaques como a mesa “Martinho da Vila conversa sobre o Rio de Janeiro, crônicas e música”, com a presença do sambista, que vai falar  sobre sua veia literária, marcante não só nas composições como em seus livros lançados. Essa mesa vai acontecer na quinta-feira, 26/10, às 18h.

Outros destaques são as mesas “O Rio e o Rio que queremos”, uma reflexão sobre o momento atual da cidade (sábado, 28/10, às 11h); a ascensão do conservadorismo em “O conservadorismo e o retrocesso nos dias de hoje” (Domingo, 29/10, às 16h) e “A crise política e o poder no Brasil” (Sábado, 28/10, às 16h).

Também estão programadas mesas que debaterão temas estratégicos do mercado editorial, como “Edição e autopublicação” (sexta-feira, 27/10, às 16h). A mesa “Posto, logo existo: literatura em tempos de redes sociais” (domingo, 29/10, às 18h), analisará a interface entre as tecnologias analógicas e digitais, realidade em que cada vez mais são observadas correlações onde o digital assimila o analógico, e não apenas vice-versa.

A programação completa está disponível aqui.

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Primavera Literária
Onde: Casa França-Brasil – Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro
Quando: 26 a 29/10, das 10h às 20h.
Quanto: Entrada e mesas gratuitas

A arte de Henri Matisse em exposição da Caixa Cultural

Chega ao Rio a exposição Henri Matisse – Jazz, com obras do pintor, desenhista e escultor francês Henri Matisse. Foram reunidas 20 pranchas impressas com a técnica au pochoir, feitas especialmente para o álbum Jazz, publicado em Paris, em 1947.

A mostra abre no dia 24/10 (terça-feira), às 19h, com visita guiada pela curadora Ana Paola Baptista, e segue em cartaz até 22/12, na Caixa Cultural, no Centro. E é gratuita!

As imagens variam da abstração a figuras de grande vivacidade, mescladas a um texto manuscrito impresso em fac-símile no qual Matisse (1869-1954) tece observações sobre assuntos diversos.

Henri Matisse - Jazz_O pesadelo do elefante branco (800)
Imagem de divulgação Caixa Cultural

Os trabalhos foram desenvolvidos por Matisse no início da década de 1940, quando, obrigado a passar longos períodos na cama e na cadeira de rodas em recuperação de uma delicada cirurgia, o artista combinou desenho e pintura em colagens feitas com papeis recortados e coloridos com guache.

A exposição em cartaz na Caixa, reúne algumas de suas mais importantes obras nesse estilo. No total, foram publicados 250 exemplares do álbum, dos quais apenas dois estão no Brasil. As obras apresentadas pertencem ao número 196, que integra o acervo dos Museus Castro Maya, no Rio de Janeiro.

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Henri Matisse – Jazz
Onde: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Quando: 25/10 a 22/12/17, de terça-feira a domingo, das 10h às 21h
Classificação Indicativa: Livre
Quanto: Entrada franca

 

Exposição no Consulado do Japão apresenta a arte japonesa do origami

Está rolando uma exposição gratuita de origami (técnica de dobradura de papel japonesa), até dia 27/10, no Centro Cultural do Consulado Geral do Japão.

O papel surgiu na China em 105 d.C. A partir desse período, monges budistas foram levando a técnica para outros países asiáticos. Um deles foi o Japão, que começou a desenvolver papel e dobraduras com o material. Já no século VIII, as dobraduras passaram a fazer parte de cerimônias xintoístas, representando divindades adoradas pelos japoneses.

Até o século XIX, a arte das dobraduras era feita somente pelos adultos, por causa do alto custo dos papéis. Mas, a partir de 1876, o origami passou a fazer parte da educação dos japoneses nas escolas. No final do século XIX começaram a surgir alguns dos formatos de dobraduras mais famosos até hoje, como o pássaro tsuru. Esse origami tem uma história linda, que vale a pena ser lida aqui. Eu já fiz os meus mil tsurus e foi uma experiência incrível!

Além dos trabalhos super criativos em exposição no Consulado, vale a visita pela linda vista do Aterro e Pão de Açúcar que se tem de lá!

Essa dica é da Cinthia Saito, nossa colaboradora que sabe tudo de cultura japonesa! Quem quiser saber mais sobre o tema, acompanhe os posts dela no Instagram Saito in Japan.

Fotos: Cinthia Saito

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Exposição de Origami
Quando: Até 27/10 – segunda à sexta, das 9h às 12h e de 14h às 17h
Onde: Consulado do Japão – Praia do Flamengo, 200, sala 601.
Quanto: Grátis

Niterói vai ter sua primeira edição de cinema open air

Cinema ao ar livre, com uma das vistas mais lindas da região! Começa nesta quinta-feira, em Niterói, a primeira edição do Plaza Open Air! O local do evento? É naquele que já é um patrimônio de Niterói, o Plaza Shopping.

O festival vai acontecer em dois finais de semana, de 21 a 24/9 e de 29/9 a 1/10, sendo sexta-feira das 18h às 23h, sábados e domingos, das 14h às 23h.

Vista Plaza Open Air 1

Os filmes serão exibidos no estacionamento ao ar livre do shopping, no piso G6, em um telão de 6 metros de altura e 11 metros de comprimento! E contemplando uma paisagem exuberante com o Caminho Niemeyer, a Baía de Guanabara e a Ponte Rio-Niterói. ❤

A entrada e a pipoca são gratuitas!

Shows e diversas opções gastronômicas também fazem parte desta experiência.

Confira a programação completa:

– 21/09 (quinta-feira)
Sessão fechada

– 22/09 (sexta-feira)
20h: A garota do trem

– 23/09 (sábado)
18h: Moana
20h: Os Vingadores

– 24/09 (domingo)
20h: Animais fantásticos e onde habitam

– 29/09 (sexta-feira)
20h: Como eu era antes de você

– 30/09 (sábado)
18h: Trolls
20h: Esquadrão Suicida

– 01/10 (domingo)
20h: O Regresso

 

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Plaza Open Air
Quando: 21 a 24/09 e 29/09 a 01/10 – sexta-feira, das 18h às 23h, sábado e domingo, das 14h às 23h
Onde: Plaza Shopping Niterói – 6º piso – Rua Quinze de Novembro, 8, Centro – Niterói
Quanto: Evento gratuito
Classificação indicativa: definida de acordo com a classificação de cada filme

 

Festival Anima Mundi no Rio: ainda dá tempo de conferir a edição de 2017!

Quem adora animação não pode perder esta dica: A 25ª edição do Anima Mundi já está acontecendo no Rio! Os filmes estão sendo exibidos em oito endereços no Rio, com mostras gratuitas e a preços populares.

O Anima Mundi é hoje uma plataforma de animação que oferece experiências para animadores/as, educadores/as, produtores/as e animaníacos/as do Brasil. O evento deste ano acontece de 14 a 23/7, com ingressos a R$10 e R$5 (meia) nos seguintes espaços: Casa França-Brasil, CCBB RJ, Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB) e Cine Odeon. Há também sessões gratuitas no Espaço Cultural do BNDES e Cinemateca do MAM.

Confira todos os horários das exibições aqui! E não perca este incrível evento, que traz para a gente as iniciativas de animação que estão sendo feitas em todo o mundo.

Exposição traz acervo do grupo mineiro Giramundo para o Rio

Com uma legião de fãs de todas as idades, o grupo Giramundo produziu, em quase 50 anos de estrada, dezenas de montagens, centenas de bonecos, milhares de desenhos, horas de vídeo e um tanto mais de histórias. Consumiu madeira, gente e sonho transformando tudo isso em marionetes animadas. Parte dessa trajetória será apresentada na Mostra Mundo Giramundo, em cartaz de 12/7 a 27/8 na Caixa Cultural Rio de Janeiro, no Centro.

A exposição é gratuita e apresenta a trajetória da companhia mineira, com mais de 130 bonecos do acervo do Museu Giramundo, que preserva a maior coleção privada de marionetes das Américas. Além de conhecer as marionetes, todas confeccionadas pelo grupo, será possível aprender sobre o processo de criação e construção e descobrir como os personagens são feitos. A mostra também conta com vídeos retratando as grandes apresentações da cia.

Alice - Foto de Marcelo Nicolatto (800)

Além da exposição, o grupo Giramundo oferece o workshop gratuito Treinamento de manipulação de bonecos no dia 21/7 (sexta-feira), das 15h às 20h. A atividade pretende apresentar a metodologia de treinamento de marionetistas adotada pelo grupo utilizando os bonecos profissionais da companhia, aproximando os participantes de reais condições de formação e sensibilização. Voltada para jovens e adultos, a participação é gratuita. Serão oferecidas 20 vagas,e as inscrições deverão ser realizadas através do e-mail secretaria@giramundo.org. Os candidatos devem aguardar a confirmação da produção. (Nota da editora: informações direto com a produção do evento, não temos qualquer relação com esse workshop 😉 )

E também teremos apresentações! Nos dias 29 e 30/7 (sábado e domingo), às 16h, o grupo apresenta o espetáculo Pedro e o Lobo, de Sergei Prokofiev, um clássico que acompanha gerações, originalmente escrito em 1936 e apresentado pelo Giramundo pela primeira vez em 1993. As apresentações serão realizadas no Foyer, abertas ao público.

O Giramundo foi fundado em 1970, pelos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Tereza Veloso e Madu. Desde sua criação, já realizou 34 espetáculos teatrais, construindo acervo próximo de 1500 bonecos e objetos de cena. Suas montagens experimentam a figura da marionete em múltiplas formas, de bonecos manipulados por fios a mamulengos (fantoches de luva), passando por bonecos de vara, bunraku (bonecos manipulados por três atores e mochila) e adaptações próprias, como bonecos sentados, uso de máscaras e teatro de sombras, criando um variado panorama técnico e expressivo desse tipo de teatro.

Pedro e o Lobo - Acervo Giramundo (800)

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Mostra Mundo Giramundo
Quando: 12/7 a 27/8 (não abre às segundas), das 10h às 21h
Onde: Caixa Cultural – Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (metrô Carioca)
Quanto: Entrada gratuita
Classificação indicativa: Livre

Workshop Treinamento de manipulação de bonecos
Quando: 21/7 (sexta-feira), às 15h
Duração: 5h
Vagas: 20
Classificação indicativa: Livre
Inscrições: secretaria@giramundo.org

Apresentação do espetáculo infantil Pedro e o Lobo
Quando: 29 e 30/7 (sábado e domingo), às 16h
Onde: Caixa Cultural Rio de Janeiro – Foyer
Quanto: Entrada gratuita
Classificação indicativa: Livre

Yes, nós temos a melhor moda praia do mundo! Exposição no CCBB narra a história do biquíni no Brasil

* Mais uma super colaboração da antenadíssima Cinthia Saito, que sempre traz as dicas mais hypes da cidade 😉

Fui ao CCBB RJ com a expectativa de encontrar uma boa retrospectiva dos 70 anos do biquíni. Mas, para o meu espanto (e êxtase!), vi uma verdadeira pesquisa etnográfica tendo como pano de fundo a história dessa peça.

Claro, não há como não abordar o assunto “corpo” quando se fala na peça que passou a mostrar o umbigo, em épocas em que os trajes de banho quase não deixavam as pernocas aparentes…

A curadoria de Lilian Pacce foi excepcional e nao deixou escapar nenhum detalhe. Foi das über models, que marcaram época, como Gisele e Shirley Mallmann, passando pela criação de estampas e texturas memoráveis de marcas brasileiras como Lenny Niemeyer, Rosa Chá, Salinas, Adriana Degreas, e sem esquecer, lógico, das atuais fitas isolantes que dão marquinha. 😎

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Outro ponto alto da exposição são peças da cultura indígena, antigas, bem feitas, trabalhadas milímetro a milímetro. Me encantei também com as fotos de corpos e cores belíssimos.

Você também pode conferir também itens da moda praia que não são comumente vendidos em lojas. São peças de desfiles, únicas, poderosas, como o maiô de couro de pirarucu da Osklen. Maravilhoso! Bafônico! Polêmico! Mas também não-sustentável, claro.

Ou seja: está incrível, queridas(os) leitoras(es), é uma exposição que dá orgulho de ver a contribuição do Brasil nesse ramo. (Sentimento raro nos dias de hoje…) Vale a pena conferir! Vai até 10 de julho, das 9h às 21h. Só fecha às terças.

Obs.: Só deu uma dorzinha no peito ver o café do terceiro andar fechado. Dizem que foi a crise. 😕

Texto e fotos: Cinthia Saito. 

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Yes, nós temos biquíni
Onde: CCBB RJ – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro (Praça XV/Candelária)
Quanto: Entrada gratuita
Quando: até 10/7, das 9h às 21h. Não abre às terças-feiras.

Grandes nomes da escrita feminina se reúnem na Caixa Cultural

De 2 a 12/5 (terça a sexta-feira), a Caixa Cultural do Rio recebe o ciclo de debates Língua Afiada: escritoras tomam a palavra. Serão oito palestras tratando de temas atuais e importantes do universo da escrita feminina, como desejo, prostituição, homossexualidade, amor, maternidade, e violência na ditadura e na cultura patriarcal.

O evento abre com Nélida Piñon, primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras. Além dela, a escritora e filósofa feminista Marcia Tiburi, a ativista do movimento negro e também escritora Conceição Evaristo, a premiada autora Beatriz Bracher e a curadora Guiomar de Grammont estão entre as palestrantes convidadas. O projeto inclui escritoras de outros países falantes da língua portuguesa

Ações combativas e mitos que ligam a mulher ao desequilíbrio, pecado e perigo pautam os debates. Referenciando escritoras atuais, falecidas ou pioneiras, todos partem de temas abrangentes: a velhice em Clarice Lispector; a sexualidade em Hilda Hilst, a política em Beatriz Bracher, a pornografia em Adelaide Carraro, para discutir questões atuais. Na única mesa sobre um escritor, que acontece no dia 3/3, a presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, Marta de Senna, trata de Machado de Assis, cujas maiores interlocutoras eram mulheres. No dia 5/5, os professores eméritos Jorge Fernandes da Silveira e Laura Padilha abordam o corpo textual e o corpo sociopolítico em Portugal e na África das guerras anticolonialistas.

A entrada é gratuita, com distribuição de senhas uma hora antes de cada debate. Confira abaixo a programação completa, sempre às 18h30:

– 2 de maio (terça-feira): A paixão da escrita
Reflexão sobre o ofício de ser escritora e sobre processo de criação, com as operações complexas entre ficcional, memória e contexto social, cultural, econômico e político.

Com: Nélida Piñon – escritora
Mediação: Clarisse Fukelman

– 3 de maio (quarta-feira): Moralidade e tradição: suplícios oitocentistas e vozes femininas
Em Machado de Assis, a crítica social ao patriarcalismo se expressa nas personagens femininas e na interlocução com a leitora de ficção. Já a pressão social sobre a mulher intelectualizada e autônoma é tema das pioneiras Maria Benedita Bormann e Albertina Bertha.

Com:
Marta de Senna – doutora em Literatura, presidente da Casa de Rui Barbosa e autora de O olhar oblíquo do Bruxo e A ilusão e zombaria.
Anélia Pietrani – professora na Faculdade de Letras da UFRJ, coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Mulher na Literatura (FL/UFRJ).
Mediação: Maria Cristina Ribas

– 4 de maio (quinta-feira): Expressões libertárias: anarquismo e literatura erótica e pornográfica
Práticas sexuais interditas motivam obras de Hilda Hilst, Adelaide Carraro e Cassandra Rios, as “maiores pornógrafas da literatura brasileira”. Por outro lado, a fala anarquista de Maria Lacerda de Moura (1887-1945) inclui debate sobre amor livre.

Com:
Carla Rodrigues – professora doutora do IFCS/UFRJ, Coordenadora do laboratório Escritas – filosofia, gênero e psicanálise (CNPq). Autora de Coreografias do feminino.
Margareth Rago – professora titular de História na UNICAMP, autora de Feminismo e Anarquismo no Brasil.
Rodolfo Londero – Jornalista, professor adjunto da UEL e pós-doutor especializado em teorias da publicidade, ficção cyberpunk e pós-modernismo.
Mediação: Adriana Azevedo

– 5 de maio (sexta-feira): Territórios de afetos: poetas em países de língua portuguesa
Consciência da escrita e erotismo movimentam o trabalho das poetas portuguesas Fiama Hasse Paes Brandão e Luiza Neto Jorge. Serão abordados também o corpo textual e o corpo sociopolítico no cenário da guerra anticolonialista na África, na obra de Alda Espírito Santo e Paula Tavares e Noêmia de Sousa.

Com:
Jorge Fernandes da Silveira – Professor Emérito da UFRJ, autor de Escrever a casa Portuguesa; Luiza Neto Jorge: 19 recantos e outros poemas.
Laura Padilha – professora Emérita da UFF. Autora de Lendo AngolaEntre voz e letra: O lugar da ancestralidade na ficção angolana do século XX.
Mediação: Claudia Chigres

– 9 de maio (terça-feira): Políticas disciplinares: autoritarismo, liberdade e autoconhecimento
Memória e trauma conduzem narrativas que encenam o impacto emocional e cultural da ditadura militar e também narrativas de autoconhecimento que buscam, através da palavra, a superação da violência real e simbólica.

Com:
Beatriz Bracher – escritora, prêmios São Paulo Literatura 2016, Rio de Literatura 2015, Clarice Lispector 2009 e APCA 2013.
Marcia Tiburi – professora doutora da UNIRIO, artista plástica, finalista prêmio Jabuti com o romance “Magnólia”.
Mediação: Ana Chiara

– 10 de maio (quarta-feira): Armadilhas do tempo
Juventude e velhice na mídia e na literatura. Estereótipos criam dramática descontinuidade entre gerações. Na atualidade, a jovem ocupa a centralidade no discurso midiático, mas na condição de objeto. Na literatura, Clarice Lispector conecta-se a autoras que denunciam o controle da voz e da sexualidade da mulher idosa.

Com:
Clarisse Fukelman – professora doutora no Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio e autora de Eu assino embaixo: biografia, memória e cultura.
Adriana Braga – professora no departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, autora de Personas Eletrônicas: feminilidade e interação no blog.
Mediação: Maria Antonieta Jordão

– 11 de maio (quinta-feira): A cor da pele e a educação para a diversidade de sexo e gênero
Escritoras negras pioneiras no debate da discriminação racial ecoam na ficção de Conceição Evaristo. Projetos educativos inclusivos, articulados a estudos feministas, contemplam processos de subjetivação diferenciados.

Com:
Conceição Evaristo – escritora, doutora em Literatura Comparada, prêmio Jabuti 2016.
Fernando Pocahy – professor doutor na faculdade de Educação da UERJ, coordena o Grupo de Estudos em Gênero, Sexualidade e(m) Interseccionalidades na Educação e(m) Saúde.
Mediação: Giovanna Deltry

– 12 de maio (sexta-feira): Profissão escritoras
Depoimentos de escritoras de diferentes gerações sobre a própria obra, a questão do feminino e feminismo e canais para difusão de seus trabalhos.

Com:
Guiomar de Grammont – professora doutora da UFOP, Prêmio Cesgranrio e Casa de las Américas.
Simone Campos – escritora, tradutora, doutoranda pela UERJ, semifinalista do Prêmio Oceanos 2014.
Susana Fuentes – poeta, ficcionista, dramaturga, Doutora em Literatura Comparada. Finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2011.
Mediação: Clarisse Fukelman

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Ciclo de palestras Língua Afiada: escritoras tomam a palavra
Quando: 2 a 12/5/2017, sempre às 18h30
Quanto: Entrada franca, com distribuição de senhas uma hora antes de cada debate
Onde: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Lotação: 78 lugares (mais 3 para cadeirantes)
Classificação Indicativa: Livre
Acesso para pessoas com deficiência

Tem sorteio de vale-compras na Arara! Quem quer?

Você também se apaixonou pela proposta da Arara e pelo acervo deles?
Então trago boas notícias: tem promoção rolando no Facebook!

Quer ganhar R$50 em compras na Arara Garimpo? ❤

Corre lá no nosso Facebook, confira as regras (tá tudo explicadinho aqui embaixo também) e participe!

Atenção para as regras:

1 – Curta as páginas do Rio de Graça e da Arara Garimpo no Facebook

2 – Curta este post

3 – Compartilhe este post

Não esqueça de deixar a publicação pública, para a gente conferir se você seguiu todos os passos, ok?

O sorteio será no dia 05/04/17.

Boa sorte!!

Música para Criança! Temporada de shows gratuitos da Banda Mirim na Caixa Cultural

A premiada Banda Mirim leva para a Caixa Cultural seu novo show, o “Música para Criança”. As apresentações serão gratuitas (ueba!) e acontecem nos dias 1, 2, 8 e 9/4 (sábados e domingos), às 16h.

A temporada de shows é uma comemoração aos 13 anos de história do grupo e sua rica trajetória dedicada ao teatro e à música para a infância e juventude. O grupo é referência no Brasil e já conquistou 21 prêmios na área, dentre eles o APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

Confira aqui um pouco do show da Banda Mirim!

Bastante variado, o repertório inclui faixas de todos os espetáculos da trupe. Crianças e adultos poderão cantar e dançar ao som das contagiantes Felizardo (essa eu conheci ouvindo no GNT: Hoje eu acordei me sentindo, tão bem… ❤ ), Cada dia é um presente Cuidado – dos discos Primeira Cartilha e Segunda Cartilha –, além de inéditas como Vai encararEstátua.

Além do show, no dia 9/4 vai rolar também um oficina infantil, às 15h, também na Caixa (na sala Margot). A inscrição é gratuita e deve ser feita até o dia 5/4 pelo email bbandamirim@gmail.com.

O elenco do espetáculo é formado pelos atores Claudia Missura e Alexandre Faria; a cantora-compositora Tata Fernandes; os músicos Simone Julian, Nina Blauth, Lelena Anhaia e Olívio Filho e, ainda, pela cantora-compositora-circense Nô Stopa e por Edu Mantovani, também do circo.

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Para aproveitar melhor os eventos, a gente sempre sugere deixar o carro em casa. A Cabify é uma empresa de tecnologia que conecta quem quer se movimentar pela cidade com estilo e segurança a um motorista particular que te leva a qualquer lugar!

Baixe o app (para iOS e Android) e com o voucher “RIODEGRACA”, você ganha a primeira corrida gratuita de até R$20! Leia aqui como foi nossa experiência com a Cabify.

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Banda Mirim na Caixa Cultural
Quando: Dias 1, 2, 8 e 9/4 de 2017 (sábados e domingos), às 16h. Oficina dia 9/4.
Onde: Caixa Cultural – Rua Almirante Barroso, 5 – Centro (Carioca).
Quanto: Entrada gratuita. Os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência na bilheteria da Caixa

 

Descobrindo a Arara Garimpo, o brechó online com curadoria fashion e pegada sustentável

Passado o carnaval, 2017 enfim começou trazendo com ele um mundo cada vez mais alternativo, que usa a tecnologia para, enfim, aproximar. Estamos sempre em movimento, criando, mudando e nos desenvolvendo. A web é palco de encontros e trocas.

E essa mudança chegou também na moda. A ideia de dar uma vida útil maior às roupas e romper com o ciclo de consumo de moda sazonal é uma tendência mundial, que aos poucos se fortalece também no Brasil. E foi nesse cenário mutante e agregador que a Carolina Lacerda e o Rodrigo Cavassoni criaram a Arara, um brechó com curadoria de estilo, e online! Conversamos com o casal sobre moda, inovação, sustentabilidade e, claro, tempos de crise!

Confira esse encontro na entrevista abaixo:

RDG – A Arara parte de uma premissa comum – um brechó ou bazar de roupas – mas, ao mesmo tempo, traz uma proposta diferente, ao criar uma espécie de curadoria para as peças. Por que optaram por não fazer um brechó tradicional?

Arara – A cultura de brechó é algo que existe faz tempo, mas no Brasil a ideia de um brechó que seja realmente bacana ainda não é muito difundida. As pessoas associam roupas de segunda mão a coisas velhas, tem gente até que associa roupa de brechó à roupa de defunto (risos). No exterior, principalmente em países da Europa, você vê facilmente brechós que mais parecem lojas de luxo, onde encontramos peças de desejo, em perfeito estado e com preço justo.

Na Arara nosso maior trabalho é mostrar para as pessoas que roupa de brechó pode, sim, ser muito boa. Não é por que alguém não quis mais uma peça de roupa que essa peça é necessariamente ruim. Podemos encontrar tesouros nos armários dos outros! Nosso desafio é, então, tirar a cara de “velho” do brechó, e é aí que entra a curadoria. É imprescindível que as peças estejam em excelente estado, além de serem facilmente inseridas na moda atual.

De onde vem a ligação com a moda?

Eu sou formada em Letras e o Rodrigo é engenheiro, mas sempre nos interessamos por design, moda e estética de uma maneira geral. E a Arara acabou sendo onde a nossa veia criativa pode falar mais alto. Além disso, nós sempre gostamos de comprar em brechó. Acho que poucas coisas me deixam mais feliz quando estou viajando do que encontrar uma loja toda entulhada de roupa (risos). Garimpar sempre foi um hobby.

Fique ligado(a) no Facebook do Rio de Graça, em breve sai
uma promoção em parceria com a Arara!

Como surgiu a ideia da parceria?

Arara – A parceria surgiu com a insatisfação em nossas carreiras e da necessidade de gerar uma renda alternativa. Eu comecei vendendo roupas minhas em sites tipo marketplace e percebi o potencial do mercado de segunda mão na internet. Logo abri, em parceria, um pequeno brechó online. Depois de um ano com o negócio, não conseguia tocar, sozinha, a empresa. Foi nesse momento que o Rodrigo uniu suas forças comigo e começamos a trabalhar juntos. A parceria deu super certo e resolvemos dar um passo à frente: fechamos a empresa antiga e, alguns meses depois, inauguramos a Arara.

Como é feita a seleção das peças? E vocês fazem bazares físicos?
 
Estar em bom estado é crucial. Além disso, outros pontos como estilo, marca e modelagem são levados em consideração na seleção das peças. Estamos sempre marcando presença em mercados e feiras de moda, porque o contato com o público é muito importante, principalmente em se tratando do mercado de segunda mão, muitos clientes ainda preferem comprar ao vivo.
Como vocês trabalham para tirar esse preconceito de pessoas que ainda acham que comprar usado não tem o mesmo valor que comprar um produto novo?
 
Olha, é osso! Nós estamos sempre produzindo conteúdo a respeito do consumo de segunda mão para nosso blog, dentro do site. Mas acredito que o que mais faz diferença é a relação que a roupa de brechó pode ter com a moda e buscamos mostrar isso o tempo todo. O que mais convence quem tem preconceito é ver que as peças, de fato, têm aspecto de novas e são artigos da moda atual.
“As crises financeiras fazem com que busquemos alternativas
e ótimas oportunidades podem surgir a partir disso”
Muita gente está investindo em negócios próprios, mesmo com a crise. É o primeiro negócio de vocês? Como estão sentindo a recepção das pessoas?
A recepção é boa, mas todo novo negócio passa por suas dificuldades, principalmente no início. Já tive duas empresa antes da Arara e percebo muita melhora desde então – a experiência faz toda a diferença. Como trabalhamos com produtos mais baratos, a crise, na verdade, está do nosso lado, pois o consumidor que adquire roupas num brechó tem um poder de compra relativamente maior. Em geral, tenho visto que os empreendimentos aumentam; tenho vários amigos abrindo negócios, apesar da falta de incentivo fiscal e de todas as dificuldades.
“O desafio de encontrar peças legais em bazares e brechós tradicionais é justamente ter um olhar mais voltado para a moda, para achar aquelas peças que tem valor estético na atualidade”
Vocês participam de outras formas inovadoras de comércio justo? 
 
Nós fazemos uso da economia colaborativa, principalmente com as facilidades que o mercado de hoje oferece, como o AirBnB e o DogHero, por exemplo. Além disso, procuramos sempre consumir de formar alternativas, em vários âmbitos. Recentemente nos mudamos e mobiliamos praticamente toda a casa com móveis de segunda mão. Também compramos queijo e manteiga de pequenos produtores da Serra da Canastra, legumes na feirinha de orgânicos, onde temos a oportunidade de conversar com quem planta. Hoje feiras como a Junta Local facilitam muito essa troca. Também trocamos serviços com frequência. Precisamos de uma consultoria jurídica há um tempo atrás e, em troca, passamos o dia na casa da nossa advogada ajudando a organizar o closet dela.
Outro facilitador de trocas são os grupos do facebook. Eu participo de um grupo de doação de probióticos, no qual a mediadora organiza trocas pelo Brasil inteiro. Eu já recebi uma muda de Jun de uma pessoa que me enviou pelo correio de Santa Catarina e já doei kefir de leite para algumas pessoas. Fico feliz de ver que cada vez mais ações que estimulam o consumo sustentável estão se tornando comuns, aproximando mais as pessoas e nos tornando mais conscientes.
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Fotos: Divulgação Arara
Você também ficou com vontade de ser amigo(a) deles e chamá-los para arrumar seu armário? Confira o garimpo bacana no site da Arara, na página deles no Facebook e no Instagram.
Você tem algum projeto legal, inovador e carioca? Conta pra gente: riodigratis@gmail.com

 

Lapa recebe festival de jazz durante o carnaval

Pelo quinto ano consecutivo, o clima do jazz invade a Rua do Lavradio durante este carnaval. O local será palco do Lavradio Jazz Fest, de 25 a 28/2, das 13h às 18h. E o melhor, os shows são gratuitos!

O espaço ainda vai contar com food trucks para alimentar os foliões.

Confira a programação:

25/2 – Sábado
13h: ALL THAT JAZZ
16h: SÃO JORGE BRASS BAND

26/2 – Domingo
13h: DOLLS AND DAMES NEW ORLEANS BAND com ALMA THOMAS e INDIANA NOMMA
16h: ORLEANS ORIGINAL JAZZ BAND

27/2 – Segunda-feira
13h: SÃO JORGE BRASS BAND
16h: BAMBINA PHILOSOPHY com ALMA THOMAS E INDIANA NOMMA

28/2 – Terça-feira
13h: ALL THAT JAZZ BAND
16h: MONTE ALEGRE HOT JAZZ BAND

Mais informações no evento do Facebook.

Foto: Divulgação.

Últimos dias para conferir as acrobacias do Nopok na Tijuca

Colocar uma bicicleta no palco do teatro? Subir nela e pedalar rodopiando? E levar seu amigo consigo, ora nos ombros, ora pedalando junto, ora em pé, tudo na mesma bicicleta, rodopiando pelo palco do teatro? Sim, com o Coletivo Nopok nada é impossível.

No espetáculo Deslizes, em cartaz no Teatro Ziembinski até 17 de fevereiro, a improvisação ensaiada, a liberdade e fantasia das brincadeiras infantis, os malabares, e a experiência com as apresentações de rua são ingredientes de uma mistura cheia de energia e força lúdica que saltam aos olhos do público encantado.

Silêncio, som, luz, escuridão e movimento provocam e estimulam.

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Fotos: Divulgação / Carolina Spork

Completando dez anos, o Coletivo sobe aos palcos em temporada independente, após circular pelas praças de cidades das regiões serrana e dos lagos durante este verão. Com ou sem fomento, as apresentações acontecem constantemente nas ruas. Circular por diversos lugares é uma das características do grupo.

O teatro físico-circo de Deslizes é repleto de muita ação e pouca fala.  Mas há jogo com as palavras, escrita, recortada, desmontada, resignificada. Escalar, equilibrar, saltar, pedalar, soprar, escrever, brincar. Um espetáculo onde tudo desliza. A classificação é livre e há sempre crianças na plateia. E elas adoram. Em uma das apresentações uma voz infantil soltou um “Você quer ajuda?”, para o personagem que se encontrava em apuros.

As desenvolturas de Daniel Poittevin e Fernando Nicolini na mesa deslizante e na bicicleta acrobática fazem parecer fácil o que requer força, técnica, treino e concentração. Cabe a nós prestigiar, rir, se impressionar e aplaudir. Vá com crianças, amigxs, sozinhx. E quem disser na bilheteria que leu sobre o espetáculo aqui no Rio de Graça, paga meia entrada!

 

Aline Miranda
fb.com/alinemirandapoeta
com colaboração de Ana Righi e Carolina Spork

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Para aproveitar melhor os eventos, a gente sempre sugere deixar o carro em casa. A Cabify é uma empresa de tecnologia que conecta quem quer se movimentar pela cidade com estilo e segurança a um motorista particular que te leva a qualquer lugar!

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Deslizes
Onde:
Teatro Municipal Ziembinski
Rua Heitor Brandão, s/n, Tijuca. Em frente ao Metrô São Francisco Xavier.
Quando: Até 17/2, quarta a sexta às 20h.
Quanto: R$ 30 (inteira) / R$15 (meia) para amigos do Rio de Graça também!
Duração: 60 minutos.
Telefone: 2254-5399
Classificação etária: Livre!
Venda de ingressos também pelo site: ingressos
Para saber mais: site oficial do coletivo