#8M Festival em Petrópolis celebra a luta feminista com música, fotografia e cinema

Como lugar de mulher é onde ela quiser, neste fim-de-semana (9, 10 e 11/3) a cidade de Petrópolis recebe o Festival Las Mariposas, o primeiro festival protagonizado por mulheres na cidade. Celebrando o Dia Internacional da Mulher, o evento quer chamar debater o tema da violência contra a mulher numa perspectiva de superação.

A programação é toda gratuita e acontece na Cervejaria Bohemia. Para a primeira edição do evento vai rolar exibição de filmes, mostra de fotografia e debates sobre temáticas feministas, como visibilidade lésbica e participação das mulheres na política e na mídia. E contará com a minha participação! Para além do Rio de Graça, sou pesquisadora e atuante na causa feminista, e estarei por lá debatendo essas questões.

A Banda Pagu vai apresentar um tributo a Rita Lee. Já a Dj Mayara Mello vai agitar a pista com o set “Rodando a Saia”. A exposição fotográfica “Elas” contará através das lentes da fotógrafa Ana Clara Silveira a história de superação de seis mulheres petropolitanas que passaram por situação de violência.

A programação de filmes foi selecionada pelo coletivo feminista Manashota que vai trazer para o debate a representação da mulher na mídia e o apagamento de sua participação nas produções audiovisuais e também, discutirá formas de lutar cotidianamente contra o machismo com redes de apoio entre mulheres.

No sábado (10/3), acontece exibição de filme e a roda de conversa “Por que calar se eu nasci gritando?”, onde o preconceito será discutido com a participação de Carla Coelho (jornalista), Clátia Vieira (coordenadora do Fórum de Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro) e Aline Miranda (@outrasbagatelas que também escreve por aqui!).

No domingo (11/03), a partir das 11h, vai rolar intervenção poética com o Slam Liberdade – Sarau de Poesia Arte é Resistência. E às 15h, filme seguido de debate sobre formas de resistência e rede de apoio para mulheres, com a exibição do filme “Mulheres Divinas”, seguido de debate com Daniela Brum (criadora do @feminiismo) e Bárbara Secco (sim! Eu mesma! Esta editora que vos escreve), falando sobre minhas pesquisas acadêmicas sobre o espaço das mulheres na mídia.

Durante o evento, será lançada a plataforma digital Las Mariposas, uma parceria com agência Uaal, que proporcionará o encontro entre mulheres produtoras de cultura e arte para o desenvolvimento de seus trabalhos.

O Festival Las Mariposas, da produtora AzCarolinas e com participação do coletivo Manashota.

Para quem curtiu o evento mas mora no Rio, que tal um bate-e-volta para a Serra? Petrópolis fica a 64 km do Rio, e a passagem de ônibus custa, em média R$27. 😉

– –
Festival Las Mariposas
Onde: Cervejaria Bohemia – Rua Alfredo Pachá, 166, Petrópolis
Quando: 9, 10 e 11/3
Quanto: toda a programação é gratuita

Anúncios

#8M : Mulheres viajantes realizam primeiro encontro nacional no Rio

Durante o mês de março, a cidade (e a gente) comemora a luta das mulheres pelo mundo, culminando no dia 8/3 o Dia Internacional da Mulher. E, para comemorar a data, vão rolar vários eventos pela cidade e também em cidades próximas, como o Festival Las Mariposas, em Petrópolis.

Já aqui no Rio, no sábado (10/3) acontece o I Encontro Nacional de Mulheres Viajantes. Na programação, mesas-redondas, workshops e outras atividades para abordarem o crescimento do público feminino que preferem viajar sozinhas. O evento será realizado das 15 às 18h, no Bossa Nova Mall, em parceria com o grupo Na Estrada com as Minas.

O encontro é uma oportunidade para mulheres trocarem experiências e dicas de viagem. Dentre os temas que serão abordados, estão “Os desafios de ser uma mulher viajante” e “Viagens que conectam”. Das viajantes convidadas, está Thaís Kuga, do aplicativo 3Marias, que auxilia mulheres a encontrarem companhia para se sentirem mais seguras, e a blogueira Amanda Antunes, do blog Prefiro Viajar.

– –
I Encontro Nacional de Mulheres Viajantes
Quando: 10/3 (sábado), 15h às 18h
Onde: Bossa Nova Mall – R Almirante Silvio de Noronha, 365 (ao lado do aeroporto Santos Dumont)

Teatro e instalação trazem o Sertão de Guimarães Rosa para a rotunda do CCBB

Uma experiência do romance. A expressão, utilizada pela diretora e idealizadora do projeto, condiz com a sensação que temos ao experimentar esta leitura cênica do clássico brasileiro de 1956. Todas as falas do espetáculo são do autor do livro. Além disso, o público recebe fones de ouvidos, o que amplia a percepção sonora do ambiente, cujo cenário já encanta o olhar.

Ao centro, encimado pela cúpula do prédio do Centro Cultural Banco do Brasil, está a instalação física que faz-se de espaço cênico e observatório, contornando o espaço de atuação e permitindo a miragem dxs espectadorxs. Para realizar um espetáculo dessas dimensões “carece de ter coragem. Carece de ter muita coragem”. A frase corajosa do Rosa, dita em cena, adjetiva bem esta equipe grande de atrizes, atores, diretora, técnicxs, colaboradorxs, produtorxs e uma dezena de pessoas responsáveis pela execução e apoio dessa empreitada artística.

Nos tempos que vivemos, faz-se necessário e fundamental aplaudir artistas e instituições que seguem proporcionando que a arte permaneça em nossa cidade, em nosso país. No caderno do programa da peça – um jornal-diário de ensaio –, a equipe escreveu: “Não se faz o Grande Sertão pela metade. Ou estamos ou não estamos.”

Ao adentarmos, durante 2h30, o Sertão de Bia Lessa (de todxs), somos convidadxs a sentir o sertão, a sê-lo, pois “o sertão é dentro da gente”. Sairemos de lá com perplexidade, emoção aflorada e mergulho profundo dentro e fora de nós. Através de um livro como esse, podemos conhecer e entender mais nosso frágil-forte país. “Viver é negócio muito perigoso”. E “o teatro é apenas o meio que utilizamos para estudar a vida”, diz a equipe, no caderno.

Grande_sertao_veredas_no_ccbb_riodegraca_02
Fotos: Divulgação. (Não pode filmar ou fotografar o espetáculo sem autorização)

Não é a primeira vez que Bia traz para o palco uma obra litarária. Sua estreia no teatro foi com uma adaptação de Graciliano Ramos, em 1983, e seguiu-se com outras, como de Virginia Woolf e do próprio Sertão de Guimarães – para a inauguração do Museu da Língua Portuguesa, que encontra-se atualmente em obras –, em São Paulo. A atual montagem passou pela estreia na capital paulista com casa lotada durante toda a temporada, ganhado o prêmio APCA como melhor direção, além de indicações ao Prêmio Shell de Teatro.

O grande elenco, afinado, faz-se de animal e paisagem. Bando que voa, manada furiosa, farfalhar, batalha, travessia, velório e procissão humana. A pessoa em cena como bicho-gente. E as respirações em nossos ouvidos, aproximando-nos daquele habitat ora acolhedor, ora hostil. Com os fones, parece que estamos em um cinema “multi”-D, feito um filme que estimula todos os sentidos. O figurino é também texto, transmuta sua função e é parte essencial do espetáculo. Cenário e bonecos estão abertos à visitação do
público.

Morte e vida, amor, descoberta e dor. O jagunço Riobaldo (Caio Blat em excelente presença) atravessa o sertão diante de nossos olhos, faz a paz, faz a guerra, faz amor. E apaixona-se por Diadorim (Luíza Lemmertz), esta figura tão importante e um pouco velada em nossa história literária. Quem é Diadorim? O que temos de Riobaldo e Diadorim dentro de nós? Sem trazer spoiler a quem desconhece x personagem, há mistério e paixão em seus olhos. “Diadorim é a minha neblina”, diz Riobaldo.

Grande_sertao_veredas_no_ccbb_riodegraca_01
Amigos de infância – em trechos de beleza lúdica recordados pelo narrador (Riobaldo/Caio) e revividos em cena por outrx atorxs/atriz (trazendo a talvez neutralidade dos gêneros) –, xs protagonistas se encontram na luta e conhecem o amor mais puro: “Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem o perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”. O torpor, as confusões internas vindas de uma sociedade preconceituosa, a aceitação e o desejo de entrega vividos durante toda a saga por Riobaldo levantam a questão tão pertinente e urgente até hoje. A de não poder ser quem se é por medo da
violência e intolerância do outro.

Dentre as muitas falas em cena (todas as marcadas em itálico neste texto são de Guimarães Rosa e presentes no espetáculo), algumas já conhecidas, outras saltam do livro e nos capturam em emoção, como quando Riobaldo nos diz que “homem com homem, de mãos dadas, só se a valentia deles for enorme. Aparecia que nós dois já estávamos cavalhando lado a lado, par a par, a vai-a- vida inteira. Que: coragem – é o que o coração bate; se não, bate falso”. Rio-baldo, um caminho d’água agreste, baldio? Dia-dor- im, e seu banhar sempre sozinho, sempre na escuridão segura da noite. De dia a dor?

É difícil não ser tomadx pela atmosfera da linguagem tão elaborada e tão íntima que se apresenta. É épica e é conversa. Grito e sussurro. Choro e eco. Um longo e fundamental espetáculo em cartaz na cidade do Rio de Janeiro. “Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa”. Mas, se bonequinhx de crítica eu fosse, marcaria a nova opção: De chorar e aplaudir de pé.

Ps: Agora, o visitante do CCBB poderá ampliar a experiência com realidade virtual, com uso de óculos para ver um vídeo com trechos da peça em 360°, colocando o espectador no meio da instalação onde o espetáculo é encenado. Essa atividade ocorre fora dos horários da peça, até 31 de março, das 12h às 18h, no foyer, de graça.

Por Aline Miranda

#FicaaDica: A procura de ingressos está grande. A venda principal é feita pelo site eventim.com.br ou pelo aplicativo “Eventim”. As vendas abrem a cada segunda-feira para ingressos desta semana. No dia das apresentações, há uma pequena cota de ingressos que são vendidos a partir das 9h, na bilheteria do CCBB.
Além disso, no dia de espetáculo há uma fila de espera. No dia que fomos, todas as pessoas da fila entraram; já em outros dias, não houve nenhuma desistência. É a opção mais incerta. Mas, visitar o CCBB é sempre válido, com suas exposições, a própria instalação da peça, e a Confeitaria Colombo (que oferece desconto para clientes do Banco do Brasil, falamos sobre isso no post aqui).

– –
O que: Espetáculo Grande Sertão: Veredas
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB: Rua Primeiro de Março, 66, Centro (Praça XV)
Quando: Quarta a domingo (até 31/03), às 21h (2h30 de duração)
Quanto: R$20 inteira / R$10 meia e clientes BB
Classificação indicativa: 18 anos
Mais infos: (21) 3808-2020, culturabancodobrasil.com.br/portal/grande-sertao- veredas/
instagram.com/grandesertaoveredas

Casa do Bem faz oficina de adereços para o carnaval

No carnaval, as ruas viram um palco para um desfile de fantasias super criativas. E a cada ano, a galera se supera! Tem personagem histórico, desenho animado, filme, políticos… inspiração não falta!

E se você também quer arrasar nas ruas, aproveita que a Casa do Bem (sim, do suquinho maravilha) vai oferecer uma aula gratuita de customização de adereços para o carnaval! Será na quinta-feira, 1/2, em Ipanema. As inscrições são limitadas e podem ser feitas pelo email casa@dobem.com.

Quem comanda o workshop é o mestre Victor Hugo Mattos, diretor de arte, cenógrafo e designer de acessórios, que vai ensinar como dar um upgrade na fantasia veterana para ninguém passar despercebido no bloco.

E para saber os melhores bloquinhos para mostrar sua produção feita no workshop, confira nossa lista dos blocos diferentões! 😉

Quem vamos? ❤

–  –
Oficina de customização para o carnaval
Quando: 1/2, de 19h30 às 21h30
Onde: Casa do bem™ – Rua Nascimento Silva, 331 – Ipanema
Quanto: Participação gratuita, mediante inscrições por e-mail  casa@dobem.com
Mais informações: facebook/dobem e instagram.com/dobem

Curso gratuito sobre curadoria de arte na Caixa Cultural

Estão abertas até o dia 10/2 as inscrições para o curso gratuitoCuradoria em cinco movimentos”, que acontece na Caixa Cultural do Rio, de 20 a 24/2.

O curso será ministrado pelos curadores Solange Ferraz de Lima, Rodrigo da Silva, Roberto Bertani, Cauê Alves e Claudinei Roberto da Silva, todos com larga experiência na área e que atuam em campos diversificados da curadoria: curadores de museus, independentes, de grandes exposições, temáticos ou focais, de centros culturais ou galerias.

Solange_Lima_Curadora
Solange Lima, diretora do Museu Paulista da USP, será uma das professoras do curso

“Curadoria em cinco movimentos” se propõe a conversar sobre questões sobre o ofício de um curador, seu compromisso com os objetos que trabalha e com o seu público, os desafios, as potências desse ramo e como está o mercado de trabalho.

Serão 80 vagas e não é preciso ter experiência na área para se inscrever. Para participar, os interessados devem preencher o formulário o site www.curadoriaemcinco.com.br.
A lista com os nomes dos selecionados será divulgada no site do evento e na página do Facebook: facebook.com.br/curadoriaemcinco. A produção entrará em contato com os aprovados.

Confira abaixo a lista completa de professores:

– Rodrigo da Silva: É doutor em História pela USP com especialização em patrimônio cultural e formado pelo curso de Gestão Cultural do Centro de Pesquisa e Formação do SESC SP.

– Roberto Bertani: Formado em publicidade pela Escola de Comunicações e Artes da USP e doutor na mesma instituição. É curador da Fundação Nemirovsky-Pinacoteca de São Paulo, professor de artes na FAAP São Paulo e colabora com diversas instituições no Brasil e no exterior.

– Cauê Alves: Mestre e doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (FFLCH-USP); É professor da Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e desde 2006 é curador do Clube de Gravura do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

– Solange Ferraz de Lima: Doutora e livre docente pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciência Humanas da Universidade de São Paulo. É diretora do Museu Paulista da USP.

– Claudinei Roberto da Silva: Formado em Artes Plásticas pela ECA-USP. É ex-coordenador do Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil, além de professor de desenho, pintura e História da Arte no SESC SP e na Pinacoteca de São Paulo.

Para mais informações, facebook.com.br/curadoriaemcinco.

Fotos: Rox Rezende e divulgação.

– –
Curso “Curadoria em cinco movimentos”
Quando: 20 a 24/2. Terça a sexta, das 19h00 às 21h, e sábado, das 10h às 12h00.
Onde: Caixa Cultural do Rio – Av. Alm. Barroso, 25 – Centro (metrô Carioca).
Quanto: Gratuito, inscrições até 10/2.

Instituto Cultural Brasil-Japão promove workshop de culinária gratuito

Cinthia Saito está de volta com dicas orientais, mas que estão rolando aqui, em terras cariocas, confira!

“Yasai sushi” – Ah, se a moda pega por aqui!

Você já ouviu falar em sushi de legumes? Pois eh, por aqui não é muito conhecido, mas, no Japão, o “yasai sushi” (literalmente, sushi de legumes) é um prato leve e muito popular, especialmente no verão.

Quem quiser tentar em casa, haverá um workshop no próximo dia 24/1, às 13h, no Instituto Cultural Brasil-Japão (ICBJ), Centro do Rio, com a professora Toshie Murakoshi.

A atividade faz parte de um evento que marca a abertura de atividades do ano (ou “hatsugeiko“, como chamam os japoneses). Será aberto a todos e gratuito.


O evento inclui também exposição de artes japonesas, como ikebana (arranjos florais), haiku (poemas curtos), origami (dobraduras de papel), oshi-ê (figuras em alto relevo), nihonga (pintura clássica) e shodo (caligrafia japonesa), todos produzidos por alunos do instituto.


Além de culinária e artes, o evento terá a presença da cantora japonesa Miho Hikichi, que fará um mini-concerto de ópera.

Confira a programação completa:

12h às 15h – Exposição de Caligrafia, Ikebana, Origami, Oshie, Haiku
12:20 – Mini-Concerto de Ópera/ Cantora japonesa Miho Hikichi
13:00 – Demonstração culinária japonesa(Sushi de vegetais) / Professora Murakoshi

Por Cinthia Saito
– –
Hatsugeiko do Instituto Cultural Brasil-Japão
Quando: 24/1, das 12h às 15h
Onde: Av. Franklin Roosevelt – 39, 15º andar, Centro, RJ (quase na esquina com a Avenida Presidente Antônio Carlos)
Quanto: Gratuito
Mais informações e inscrições: (21) 2240-2024 / (21) 2220-7877- icbjrj@gmail.com

Gigantes da Lira faz baile infantil no MAR

Encerrando a programação do “MAR que calor”, o Museu de Arte do Rio (MAR) promove no último sábado do mês (27/1), das 15 às 20h, um super baile infantil.

E, para comandar a festa, o Gigantes da Lira, um dos blocos infantis mais tradicionais da cidade! A apresentação contará com marchinhas e performances circenses com saltadores, malabaristas e bailarinas aéreas. Também estarão por presentes os palhaços já conhecidos dos pequenos foliões, mestres-salas e porta-bandeiras mirim e nas pernas de pau, além do boneco Bobo da Corte Gigante, que do alto de seus três metros de altura é o símbolo do bloco.

No intervalo da apresentação, os pequenos poderão conferir o show acrobático dos Aqualoucos Gigantes, com seus saltos, piruetas, pirâmides, torres, aviões e equilíbrio nas alturas.

Tudo gratuito. Oh, que beleza!

– –
MAR que Calor: Baile do Gigantes da Lira
Quando:
27/1, das 15h às 20h
Onde: Museu de Arte do Rio – Praça Mauá
Quanto: Grátis | Lotação de 1500 pessoas
Mais informações: (21) 3031-2741 ou www.museudeartedorio.org.br

O que você precisa saber hoje sobre o Museu do Amanhã

Férias, verão, dias de sol… aproveita essa combinação maravilhosa e bote a cara no sol, manas e manos! 😀

O Boulevard Olímpico da região portuária continua funcionando e tem ótimas atrações para todo mundo aproveitar. O trio Museu do Amanhã, AquaRio e MAR fazem do local uma excelente pedida para um passeio em família, uma turistagem bacana e até mesmo um passeio para quem está sem companhia.

Já falamos sobre o AquaRio aqui, então agora é hora de saber mais sobre o Museu do Amanhã. 

museu_do_amanha02
Foto: G1

O Museu do Amanhã foi inaugurado em dezembro de 2015, trazendo para nossa cidade um conceito diferente de museu e interação com o público. O local é um ambiente de ciências diferente, que reúne ideias, explorações e perguntas sobre a época de grandes mudanças em que vivemos e os diferentes caminhos que se abrem para o futuro.

O museu ficou bastante conhecido na época de sua inauguração porque é uma iniciativa da Prefeitura do Rio, concebido e realizado em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo. Então, além de investimento na sua criação, falou-se muito da abertura do local nos jornais e programas da emissora. Assim, logo após a inauguração, o museu recebeu milhares de visitas, se tornando um dos espaços culturais mais conhecidos e concorridos do país. 😉

Atualmente (janeiro de 2017), o local conta com duas exposições fixas e duas temporárias. Além delas, há exibições de filmes, rodas de conversa e shows. Confira o que está rolando atualmente clicando aqui.

O espaço também conta com um restaurante, um café e uma loja (aqui, clientes Santander têm 10% de desconto).

Funcionamento:

  • O Museu do Amanhã funciona de terça a domingo, das 10h às 18h (a bilheteria fecha às 17h).
  • Fica bem no burburinho da Praça Mauá, com aquela vista linda para a Baía de Guanabara.
  • O melhor (e mais legal) jeito de chegar é de VLT, e descer na estação “Parada dos Museus”.

Preços:

  • A entrada é paga (R$20 inteira).
  • Quem paga meia? Estudantes, menores de 21 anos, cariocas e moradores do Rio, pessoas com deficiência e quem comprar a entrada com cartão Santander.
  • Tem gratuidade? Sim. Para estudantes e professores da rede pública, menores de 5 e maiores de 60 anos, e acompanhantes de pessoas com deficiência.
  • E terça-feira a entrada é gratuita para todo mundo!

 

De posse de todas essas informações vai dá para planejar uma boa visita ao Museu do Amanhã, não é?

Aproveite!

O amor fora do armário no CCJF

Em cartaz até 28 de janeiro de 2018, a exposição de fotos Minha Família Fora do Armário traz para a galeria do Centro Cultural Justiça Federal o cotidiano de 10 famílias cariocas homotransparentais, ou seja, famílias formadas por pessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans. 🌈

ccjf_minhafamiliaforadoarmario03
Aline e as idealizadoras do evento

Diante de um cenário de muita intolerância e censura na sociedade brasileira, iniciativas como essa são fundamentais. É urgente e necessário o debate sobre as vidas e os direitos civis das pessoas LGBTQ’s. E, nada melhor para dissipar possíveis preconceitos – geralmente carregados de pré-conceitos -, do que conhecer, se aproximar, e perceber que essas famílias são como todas as outras na vivência de seus dias.

 

Renata Ferrer e Tata Barreto são as fotógrafas idealizadoras dessa mostra. Ambas compõem a Gataria Photography que, desde 2015, desenvolve um trabalho importante de visibilidade positiva para LGBTQ’s. Além das fotografias, o trabalho se desdobra em um curta documentário de 13 minutos, com jovens contando sobre o cotidiano de suas famílias.

ccjf_minhafamiliaforadoarmario01
A mostra está na capa da programação do CCJF! ❤

Sensível, tocante e esclarecedor. Não perca!

– –

Minha Família Fora do Armário
Onde: Centro Cultural Justiça Federal – Avenida Rio Branco, 241 – Centro
Quando: 30/11/2017 à 28/01/2018 de 12:00 às 19:00, no Gabinete de Fotografia
Quanto: Entrada gratuita

 

Atrizes em cena inovam texto consagrado de Plínio Marcos em Ipanema

Duas perdidas se encontram em corpo e palavra no Laura Alvim

Por Aline Miranda

Fomos conferir a estreia da peça “Dois perdidos numa noite suja”, realização da Cia Plúmbea, no Espaço Rogério Cardoso, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. O texto é conhecido por parte do público pela versão cinematográfica premiada de José Joffily, com Débora Falabella e Roberto Bomtempo como protagonistas. No filme, o personagem Paco é uma mulher, mas no texto original a dupla é de homens e, nesse espetáculo, interpretada por duas atrizes. E, mais que isso, elas se revezam nos papéis!

De maneira criativa e afinadíssimas para uma estreia, Ana Cecilia Reis e Caju Bezerra trocam de personagens como quem troca de sapatos. Esse objeto de cena é o mote da relação entre Tonho e Paco, e também da relação entre as atrizes. Como elas se revezam tão fluidamente nos papéis, não se pode associar a nenhuma delas uma interpretação maior de algum dos personagens. Esse é o ponto alto do espetáculo e merece boa plateia por isso. Como elas realizam tal feito? A melhor forma é comprovar assistindo 😉

1. Dois Perdidos Numa Noite Suja - Cia Plúmbea - crédito_Rodrigo Menezes (a)
Foto: Divulgação

A linguagem corporal é outra característica marcante na montagem desse grupo de alunas da Unirio. O gestual é presente a todo momento e compõe instantes interessantes entre os personagens depois que nos habituamos a essa linguagem. Possivelmente, o movimento físico é o que leva um pouco de suavidade a esse texto tão denso. As músicas que tocam no radinho do quarto escuro e úmido da dupla também provocam momentos de suspensão do duro cotidiano dos personagens.

O espaço é ambientado de maneira com que entremos neste universo onde dormem os personagens, como expectadorxs presentes, incomodados com o barulho, as brigas, a fumaça. É difícil rir das brincadeiras e provocações muitas vezes humilhantes entre a dupla criada por Plínio Marcos. Mas houve quem, no público, desse risada. A vida “real” é dura e, por isso, ver em cena situações de sarcasmo, deboche e violência pode ser duro. Mas as estratégias de atuação são inteligentes e sutis. Não há nada explícito como se vê em telejornais, filmes e até (muitas) séries e novelas. Há violência cotidiana, sim. Mas não é preciso ter arma e agressões físicas em cena para mostrar isso. Para tal, artifícios cênicos.

O programa do espetáculo é também inovador, apresentado criativamente como parte do jornal impresso “A Noite”, datando 25 de março de 1972. O texto – que também já foi ao cinema interpretado por Emiliano Queiroz e Nelson Xavier – está em cartaz na aconchegante e inspiradora Casa de Cultura Laura Alvim, que por si só já valeria a visita.

Pestigie a cultura carioca e aproveite a brisa beira-mar após o espetáculo. É preciso ventilar as ideias e suspirar com arte em tempos sombrios.

 

– – –

Teatro – Dois Perdidos Numa Noite Suja
Onde: Casa de Cultural Laura Alvim – Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema (próximo à estação General Osório do metrô)
Quando: Terças e Quartas (até 20/12), às 20h
Quanto: R$30 inteira / R$15 meia

 

Primavera Literária comemora 17 anos com edição especial na Casa França-Brasil

A Primavera Literária já ocupa seu lugar no calendário cultural da cidade. Todo ano, somos presenteados com literatura de qualidade, palestras, contação de histórias, teatro e música. E, comemorando 17 anos do evento, a edição de 2017 será, pela primeira vez, na histórica Casa França-Brasil.

A edição deste anos acontece entre os dias 26 a 29/10, com programação cultural e estandes de editoras das 10 às 20h.

A Primavera Literária o maior evento das editoras independentes do estado do Rio e promove a bibliodiversidade, que é a diversidade cultural aplicada ao mundo dos livros. Para esta edição, apresentará uma programação repleta de atrações, com um olhar atento para a realidade da cidade, imersa em uma das maiores crises de sua história: além da escalada da violência urbana, não é possível compreender o Rio sem recordar do seu antigo apelido, de “tambor do Brasil”.

Casa França-Brasil:  fachadas
A bela Casa França-Brasil. Foto: Pedro Agilson / Oca Lage

Promovido pela Liga Brasileira de Editoras (LIBRE), o evento terá destaques como a mesa “Martinho da Vila conversa sobre o Rio de Janeiro, crônicas e música”, com a presença do sambista, que vai falar  sobre sua veia literária, marcante não só nas composições como em seus livros lançados. Essa mesa vai acontecer na quinta-feira, 26/10, às 18h.

Outros destaques são as mesas “O Rio e o Rio que queremos”, uma reflexão sobre o momento atual da cidade (sábado, 28/10, às 11h); a ascensão do conservadorismo em “O conservadorismo e o retrocesso nos dias de hoje” (Domingo, 29/10, às 16h) e “A crise política e o poder no Brasil” (Sábado, 28/10, às 16h).

Também estão programadas mesas que debaterão temas estratégicos do mercado editorial, como “Edição e autopublicação” (sexta-feira, 27/10, às 16h). A mesa “Posto, logo existo: literatura em tempos de redes sociais” (domingo, 29/10, às 18h), analisará a interface entre as tecnologias analógicas e digitais, realidade em que cada vez mais são observadas correlações onde o digital assimila o analógico, e não apenas vice-versa.

A programação completa está disponível aqui.

– –
Primavera Literária
Onde: Casa França-Brasil – Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro
Quando: 26 a 29/10, das 10h às 20h.
Quanto: Entrada e mesas gratuitas

A arte de Henri Matisse em exposição da Caixa Cultural

Chega ao Rio a exposição Henri Matisse – Jazz, com obras do pintor, desenhista e escultor francês Henri Matisse. Foram reunidas 20 pranchas impressas com a técnica au pochoir, feitas especialmente para o álbum Jazz, publicado em Paris, em 1947.

A mostra abre no dia 24/10 (terça-feira), às 19h, com visita guiada pela curadora Ana Paola Baptista, e segue em cartaz até 22/12, na Caixa Cultural, no Centro. E é gratuita!

As imagens variam da abstração a figuras de grande vivacidade, mescladas a um texto manuscrito impresso em fac-símile no qual Matisse (1869-1954) tece observações sobre assuntos diversos.

Henri Matisse - Jazz_O pesadelo do elefante branco (800)
Imagem de divulgação Caixa Cultural

Os trabalhos foram desenvolvidos por Matisse no início da década de 1940, quando, obrigado a passar longos períodos na cama e na cadeira de rodas em recuperação de uma delicada cirurgia, o artista combinou desenho e pintura em colagens feitas com papeis recortados e coloridos com guache.

A exposição em cartaz na Caixa, reúne algumas de suas mais importantes obras nesse estilo. No total, foram publicados 250 exemplares do álbum, dos quais apenas dois estão no Brasil. As obras apresentadas pertencem ao número 196, que integra o acervo dos Museus Castro Maya, no Rio de Janeiro.

– –
Henri Matisse – Jazz
Onde: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Quando: 25/10 a 22/12/17, de terça-feira a domingo, das 10h às 21h
Classificação Indicativa: Livre
Quanto: Entrada franca

 

Exposição no Consulado do Japão apresenta a arte japonesa do origami

Está rolando uma exposição gratuita de origami (técnica de dobradura de papel japonesa), até dia 27/10, no Centro Cultural do Consulado Geral do Japão.

O papel surgiu na China em 105 d.C. A partir desse período, monges budistas foram levando a técnica para outros países asiáticos. Um deles foi o Japão, que começou a desenvolver papel e dobraduras com o material. Já no século VIII, as dobraduras passaram a fazer parte de cerimônias xintoístas, representando divindades adoradas pelos japoneses.

Até o século XIX, a arte das dobraduras era feita somente pelos adultos, por causa do alto custo dos papéis. Mas, a partir de 1876, o origami passou a fazer parte da educação dos japoneses nas escolas. No final do século XIX começaram a surgir alguns dos formatos de dobraduras mais famosos até hoje, como o pássaro tsuru. Esse origami tem uma história linda, que vale a pena ser lida aqui. Eu já fiz os meus mil tsurus e foi uma experiência incrível!

Além dos trabalhos super criativos em exposição no Consulado, vale a visita pela linda vista do Aterro e Pão de Açúcar que se tem de lá!

Essa dica é da Cinthia Saito, nossa colaboradora que sabe tudo de cultura japonesa! Quem quiser saber mais sobre o tema, acompanhe os posts dela no Instagram Saito in Japan.

Fotos: Cinthia Saito

– – –
Exposição de Origami
Quando: Até 27/10 – segunda à sexta, das 9h às 12h e de 14h às 17h
Onde: Consulado do Japão – Praia do Flamengo, 200, sala 601.
Quanto: Grátis

Niterói vai ter sua primeira edição de cinema open air

Cinema ao ar livre, com uma das vistas mais lindas da região! Começa nesta quinta-feira, em Niterói, a primeira edição do Plaza Open Air! O local do evento? É naquele que já é um patrimônio de Niterói, o Plaza Shopping.

O festival vai acontecer em dois finais de semana, de 21 a 24/9 e de 29/9 a 1/10, sendo sexta-feira das 18h às 23h, sábados e domingos, das 14h às 23h.

Vista Plaza Open Air 1

Os filmes serão exibidos no estacionamento ao ar livre do shopping, no piso G6, em um telão de 6 metros de altura e 11 metros de comprimento! E contemplando uma paisagem exuberante com o Caminho Niemeyer, a Baía de Guanabara e a Ponte Rio-Niterói. ❤

A entrada e a pipoca são gratuitas!

Shows e diversas opções gastronômicas também fazem parte desta experiência.

Confira a programação completa:

– 21/09 (quinta-feira)
Sessão fechada

– 22/09 (sexta-feira)
20h: A garota do trem

– 23/09 (sábado)
18h: Moana
20h: Os Vingadores

– 24/09 (domingo)
20h: Animais fantásticos e onde habitam

– 29/09 (sexta-feira)
20h: Como eu era antes de você

– 30/09 (sábado)
18h: Trolls
20h: Esquadrão Suicida

– 01/10 (domingo)
20h: O Regresso

 

– –
Plaza Open Air
Quando: 21 a 24/09 e 29/09 a 01/10 – sexta-feira, das 18h às 23h, sábado e domingo, das 14h às 23h
Onde: Plaza Shopping Niterói – 6º piso – Rua Quinze de Novembro, 8, Centro – Niterói
Quanto: Evento gratuito
Classificação indicativa: definida de acordo com a classificação de cada filme

 

Festival Anima Mundi no Rio: ainda dá tempo de conferir a edição de 2017!

Quem adora animação não pode perder esta dica: A 25ª edição do Anima Mundi já está acontecendo no Rio! Os filmes estão sendo exibidos em oito endereços no Rio, com mostras gratuitas e a preços populares.

O Anima Mundi é hoje uma plataforma de animação que oferece experiências para animadores/as, educadores/as, produtores/as e animaníacos/as do Brasil. O evento deste ano acontece de 14 a 23/7, com ingressos a R$10 e R$5 (meia) nos seguintes espaços: Casa França-Brasil, CCBB RJ, Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB) e Cine Odeon. Há também sessões gratuitas no Espaço Cultural do BNDES e Cinemateca do MAM.

Confira todos os horários das exibições aqui! E não perca este incrível evento, que traz para a gente as iniciativas de animação que estão sendo feitas em todo o mundo.