Festival Anima Mundi no Rio: ainda dá tempo de conferir a edição de 2017!

Quem adora animação não pode perder esta dica: A 25ª edição do Anima Mundi já está acontecendo no Rio! Os filmes estão sendo exibidos em oito endereços no Rio, com mostras gratuitas e a preços populares.

O Anima Mundi é hoje uma plataforma de animação que oferece experiências para animadores/as, educadores/as, produtores/as e animaníacos/as do Brasil. O evento deste ano acontece de 14 a 23/7, com ingressos a R$10 e R$5 (meia) nos seguintes espaços: Casa França-Brasil, CCBB RJ, Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB) e Cine Odeon. Há também sessões gratuitas no Espaço Cultural do BNDES e Cinemateca do MAM.

Confira todos os horários das exibições aqui! E não perca este incrível evento, que traz para a gente as iniciativas de animação que estão sendo feitas em todo o mundo.

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Exposição traz acervo do grupo mineiro Giramundo para o Rio

Com uma legião de fãs de todas as idades, o grupo Giramundo produziu, em quase 50 anos de estrada, dezenas de montagens, centenas de bonecos, milhares de desenhos, horas de vídeo e um tanto mais de histórias. Consumiu madeira, gente e sonho transformando tudo isso em marionetes animadas. Parte dessa trajetória será apresentada na Mostra Mundo Giramundo, em cartaz de 12/7 a 27/8 na Caixa Cultural Rio de Janeiro, no Centro.

A exposição é gratuita e apresenta a trajetória da companhia mineira, com mais de 130 bonecos do acervo do Museu Giramundo, que preserva a maior coleção privada de marionetes das Américas. Além de conhecer as marionetes, todas confeccionadas pelo grupo, será possível aprender sobre o processo de criação e construção e descobrir como os personagens são feitos. A mostra também conta com vídeos retratando as grandes apresentações da cia.

Alice - Foto de Marcelo Nicolatto (800)

Além da exposição, o grupo Giramundo oferece o workshop gratuito Treinamento de manipulação de bonecos no dia 21/7 (sexta-feira), das 15h às 20h. A atividade pretende apresentar a metodologia de treinamento de marionetistas adotada pelo grupo utilizando os bonecos profissionais da companhia, aproximando os participantes de reais condições de formação e sensibilização. Voltada para jovens e adultos, a participação é gratuita. Serão oferecidas 20 vagas,e as inscrições deverão ser realizadas através do e-mail secretaria@giramundo.org. Os candidatos devem aguardar a confirmação da produção. (Nota da editora: informações direto com a produção do evento, não temos qualquer relação com esse workshop 😉 )

E também teremos apresentações! Nos dias 29 e 30/7 (sábado e domingo), às 16h, o grupo apresenta o espetáculo Pedro e o Lobo, de Sergei Prokofiev, um clássico que acompanha gerações, originalmente escrito em 1936 e apresentado pelo Giramundo pela primeira vez em 1993. As apresentações serão realizadas no Foyer, abertas ao público.

O Giramundo foi fundado em 1970, pelos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Tereza Veloso e Madu. Desde sua criação, já realizou 34 espetáculos teatrais, construindo acervo próximo de 1500 bonecos e objetos de cena. Suas montagens experimentam a figura da marionete em múltiplas formas, de bonecos manipulados por fios a mamulengos (fantoches de luva), passando por bonecos de vara, bunraku (bonecos manipulados por três atores e mochila) e adaptações próprias, como bonecos sentados, uso de máscaras e teatro de sombras, criando um variado panorama técnico e expressivo desse tipo de teatro.

Pedro e o Lobo - Acervo Giramundo (800)

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Mostra Mundo Giramundo
Quando: 12/7 a 27/8 (não abre às segundas), das 10h às 21h
Onde: Caixa Cultural – Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (metrô Carioca)
Quanto: Entrada gratuita
Classificação indicativa: Livre

Workshop Treinamento de manipulação de bonecos
Quando: 21/7 (sexta-feira), às 15h
Duração: 5h
Vagas: 20
Classificação indicativa: Livre
Inscrições: secretaria@giramundo.org

Apresentação do espetáculo infantil Pedro e o Lobo
Quando: 29 e 30/7 (sábado e domingo), às 16h
Onde: Caixa Cultural Rio de Janeiro – Foyer
Quanto: Entrada gratuita
Classificação indicativa: Livre

Metrô Rio faz promoção de passagens para as férias escolares

Para incentivar turistas e cariocas a usarem o metrô durante as férias escolares, o Metrô Rio lançou um cartão especial, que dá até 70% de desconto nas passagens, comparando com a compra de bilhetes unitários.

O cartão chama “Eu amo Férias” e dá direito a 6 viagens por dia, por 7 dias consecutivos, no valor total de R$ 60, uma economia de cerca de 70% em comparação à tarifa normal do metrô. O Cartão é válido até as 23h59 do 7º dia corrido a contar da primeira utilização.

O cartão é pessoal e intransferível, com intervalo mínimo entre 2 viagens de 30 minutos. Em caso de viagem entre Metrô e Metrô Na Superfície, será contabilizada apenas 1 viagem no espaço de 2h. Na compra, você ainda ganha brindes: um porta-cartão e um mapa de bolso com informações sobre os transportes da cidade (com indicação dos principais pontos turísticos). #adorobrindes

Mas não precisa ser turista para comprar! Os/as cariocas também podem aproveitar do benefício para passear bastante pela terrinha, lembrando que, assim que usar a primeira passagem, o cartão dura sete dias corridos.

O cartão “Eu amo férias” estará à venda das 9h às 19h, nas estações de Del Castilho, Carioca, Largo do Machado, Botafogo, Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos, Cantagalo, Nossa Senhora da Paz, Antero de Quental e Jardim Oceânico e, a partir de julho, na rede de hotéis Accor da cidade e pode ser usado até o dia 30/9.

Mais informações no site do Metrô Rio.

Foto: Site Mobilize.

Yes, nós temos a melhor moda praia do mundo! Exposição no CCBB narra a história do biquíni no Brasil

* Mais uma super colaboração da antenadíssima Cinthia Saito, que sempre traz as dicas mais hypes da cidade 😉

Fui ao CCBB RJ com a expectativa de encontrar uma boa retrospectiva dos 70 anos do biquíni. Mas, para o meu espanto (e êxtase!), vi uma verdadeira pesquisa etnográfica tendo como pano de fundo a história dessa peça.

Claro, não há como não abordar o assunto “corpo” quando se fala na peça que passou a mostrar o umbigo, em épocas em que os trajes de banho quase não deixavam as pernocas aparentes…

A curadoria de Lilian Pacce foi excepcional e nao deixou escapar nenhum detalhe. Foi das über models, que marcaram época, como Gisele e Shirley Mallmann, passando pela criação de estampas e texturas memoráveis de marcas brasileiras como Lenny Niemeyer, Rosa Chá, Salinas, Adriana Degreas, e sem esquecer, lógico, das atuais fitas isolantes que dão marquinha. 😎

Biquini_no_ccbb01

Outro ponto alto da exposição são peças da cultura indígena, antigas, bem feitas, trabalhadas milímetro a milímetro. Me encantei também com as fotos de corpos e cores belíssimos.

Você também pode conferir também itens da moda praia que não são comumente vendidos em lojas. São peças de desfiles, únicas, poderosas, como o maiô de couro de pirarucu da Osklen. Maravilhoso! Bafônico! Polêmico! Mas também não-sustentável, claro.

Ou seja: está incrível, queridas(os) leitoras(es), é uma exposição que dá orgulho de ver a contribuição do Brasil nesse ramo. (Sentimento raro nos dias de hoje…) Vale a pena conferir! Vai até 10 de julho, das 9h às 21h. Só fecha às terças.

Obs.: Só deu uma dorzinha no peito ver o café do terceiro andar fechado. Dizem que foi a crise. 😕

Texto e fotos: Cinthia Saito. 

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Yes, nós temos biquíni
Onde: CCBB RJ – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro (Praça XV/Candelária)
Quanto: Entrada gratuita
Quando: até 10/7, das 9h às 21h. Não abre às terças-feiras.

Grandes nomes da escrita feminina se reúnem na Caixa Cultural

De 2 a 12/5 (terça a sexta-feira), a Caixa Cultural do Rio recebe o ciclo de debates Língua Afiada: escritoras tomam a palavra. Serão oito palestras tratando de temas atuais e importantes do universo da escrita feminina, como desejo, prostituição, homossexualidade, amor, maternidade, e violência na ditadura e na cultura patriarcal.

O evento abre com Nélida Piñon, primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras. Além dela, a escritora e filósofa feminista Marcia Tiburi, a ativista do movimento negro e também escritora Conceição Evaristo, a premiada autora Beatriz Bracher e a curadora Guiomar de Grammont estão entre as palestrantes convidadas. O projeto inclui escritoras de outros países falantes da língua portuguesa

Ações combativas e mitos que ligam a mulher ao desequilíbrio, pecado e perigo pautam os debates. Referenciando escritoras atuais, falecidas ou pioneiras, todos partem de temas abrangentes: a velhice em Clarice Lispector; a sexualidade em Hilda Hilst, a política em Beatriz Bracher, a pornografia em Adelaide Carraro, para discutir questões atuais. Na única mesa sobre um escritor, que acontece no dia 3/3, a presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, Marta de Senna, trata de Machado de Assis, cujas maiores interlocutoras eram mulheres. No dia 5/5, os professores eméritos Jorge Fernandes da Silveira e Laura Padilha abordam o corpo textual e o corpo sociopolítico em Portugal e na África das guerras anticolonialistas.

A entrada é gratuita, com distribuição de senhas uma hora antes de cada debate. Confira abaixo a programação completa, sempre às 18h30:

– 2 de maio (terça-feira): A paixão da escrita
Reflexão sobre o ofício de ser escritora e sobre processo de criação, com as operações complexas entre ficcional, memória e contexto social, cultural, econômico e político.

Com: Nélida Piñon – escritora
Mediação: Clarisse Fukelman

– 3 de maio (quarta-feira): Moralidade e tradição: suplícios oitocentistas e vozes femininas
Em Machado de Assis, a crítica social ao patriarcalismo se expressa nas personagens femininas e na interlocução com a leitora de ficção. Já a pressão social sobre a mulher intelectualizada e autônoma é tema das pioneiras Maria Benedita Bormann e Albertina Bertha.

Com:
Marta de Senna – doutora em Literatura, presidente da Casa de Rui Barbosa e autora de O olhar oblíquo do Bruxo e A ilusão e zombaria.
Anélia Pietrani – professora na Faculdade de Letras da UFRJ, coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Mulher na Literatura (FL/UFRJ).
Mediação: Maria Cristina Ribas

– 4 de maio (quinta-feira): Expressões libertárias: anarquismo e literatura erótica e pornográfica
Práticas sexuais interditas motivam obras de Hilda Hilst, Adelaide Carraro e Cassandra Rios, as “maiores pornógrafas da literatura brasileira”. Por outro lado, a fala anarquista de Maria Lacerda de Moura (1887-1945) inclui debate sobre amor livre.

Com:
Carla Rodrigues – professora doutora do IFCS/UFRJ, Coordenadora do laboratório Escritas – filosofia, gênero e psicanálise (CNPq). Autora de Coreografias do feminino.
Margareth Rago – professora titular de História na UNICAMP, autora de Feminismo e Anarquismo no Brasil.
Rodolfo Londero – Jornalista, professor adjunto da UEL e pós-doutor especializado em teorias da publicidade, ficção cyberpunk e pós-modernismo.
Mediação: Adriana Azevedo

– 5 de maio (sexta-feira): Territórios de afetos: poetas em países de língua portuguesa
Consciência da escrita e erotismo movimentam o trabalho das poetas portuguesas Fiama Hasse Paes Brandão e Luiza Neto Jorge. Serão abordados também o corpo textual e o corpo sociopolítico no cenário da guerra anticolonialista na África, na obra de Alda Espírito Santo e Paula Tavares e Noêmia de Sousa.

Com:
Jorge Fernandes da Silveira – Professor Emérito da UFRJ, autor de Escrever a casa Portuguesa; Luiza Neto Jorge: 19 recantos e outros poemas.
Laura Padilha – professora Emérita da UFF. Autora de Lendo AngolaEntre voz e letra: O lugar da ancestralidade na ficção angolana do século XX.
Mediação: Claudia Chigres

– 9 de maio (terça-feira): Políticas disciplinares: autoritarismo, liberdade e autoconhecimento
Memória e trauma conduzem narrativas que encenam o impacto emocional e cultural da ditadura militar e também narrativas de autoconhecimento que buscam, através da palavra, a superação da violência real e simbólica.

Com:
Beatriz Bracher – escritora, prêmios São Paulo Literatura 2016, Rio de Literatura 2015, Clarice Lispector 2009 e APCA 2013.
Marcia Tiburi – professora doutora da UNIRIO, artista plástica, finalista prêmio Jabuti com o romance “Magnólia”.
Mediação: Ana Chiara

– 10 de maio (quarta-feira): Armadilhas do tempo
Juventude e velhice na mídia e na literatura. Estereótipos criam dramática descontinuidade entre gerações. Na atualidade, a jovem ocupa a centralidade no discurso midiático, mas na condição de objeto. Na literatura, Clarice Lispector conecta-se a autoras que denunciam o controle da voz e da sexualidade da mulher idosa.

Com:
Clarisse Fukelman – professora doutora no Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio e autora de Eu assino embaixo: biografia, memória e cultura.
Adriana Braga – professora no departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, autora de Personas Eletrônicas: feminilidade e interação no blog.
Mediação: Maria Antonieta Jordão

– 11 de maio (quinta-feira): A cor da pele e a educação para a diversidade de sexo e gênero
Escritoras negras pioneiras no debate da discriminação racial ecoam na ficção de Conceição Evaristo. Projetos educativos inclusivos, articulados a estudos feministas, contemplam processos de subjetivação diferenciados.

Com:
Conceição Evaristo – escritora, doutora em Literatura Comparada, prêmio Jabuti 2016.
Fernando Pocahy – professor doutor na faculdade de Educação da UERJ, coordena o Grupo de Estudos em Gênero, Sexualidade e(m) Interseccionalidades na Educação e(m) Saúde.
Mediação: Giovanna Deltry

– 12 de maio (sexta-feira): Profissão escritoras
Depoimentos de escritoras de diferentes gerações sobre a própria obra, a questão do feminino e feminismo e canais para difusão de seus trabalhos.

Com:
Guiomar de Grammont – professora doutora da UFOP, Prêmio Cesgranrio e Casa de las Américas.
Simone Campos – escritora, tradutora, doutoranda pela UERJ, semifinalista do Prêmio Oceanos 2014.
Susana Fuentes – poeta, ficcionista, dramaturga, Doutora em Literatura Comparada. Finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2011.
Mediação: Clarisse Fukelman

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Ciclo de palestras Língua Afiada: escritoras tomam a palavra
Quando: 2 a 12/5/2017, sempre às 18h30
Quanto: Entrada franca, com distribuição de senhas uma hora antes de cada debate
Onde: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Lotação: 78 lugares (mais 3 para cadeirantes)
Classificação Indicativa: Livre
Acesso para pessoas com deficiência

Música para Criança! Temporada de shows gratuitos da Banda Mirim na Caixa Cultural

A premiada Banda Mirim leva para a Caixa Cultural seu novo show, o “Música para Criança”. As apresentações serão gratuitas (ueba!) e acontecem nos dias 1, 2, 8 e 9/4 (sábados e domingos), às 16h.

A temporada de shows é uma comemoração aos 13 anos de história do grupo e sua rica trajetória dedicada ao teatro e à música para a infância e juventude. O grupo é referência no Brasil e já conquistou 21 prêmios na área, dentre eles o APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

Confira aqui um pouco do show da Banda Mirim!

Bastante variado, o repertório inclui faixas de todos os espetáculos da trupe. Crianças e adultos poderão cantar e dançar ao som das contagiantes Felizardo (essa eu conheci ouvindo no GNT: Hoje eu acordei me sentindo, tão bem… ❤ ), Cada dia é um presente Cuidado – dos discos Primeira Cartilha e Segunda Cartilha –, além de inéditas como Vai encararEstátua.

Além do show, no dia 9/4 vai rolar também um oficina infantil, às 15h, também na Caixa (na sala Margot). A inscrição é gratuita e deve ser feita até o dia 5/4 pelo email bbandamirim@gmail.com.

O elenco do espetáculo é formado pelos atores Claudia Missura e Alexandre Faria; a cantora-compositora Tata Fernandes; os músicos Simone Julian, Nina Blauth, Lelena Anhaia e Olívio Filho e, ainda, pela cantora-compositora-circense Nô Stopa e por Edu Mantovani, também do circo.

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Banda Mirim na Caixa Cultural
Quando: Dias 1, 2, 8 e 9/4 de 2017 (sábados e domingos), às 16h. Oficina dia 9/4.
Onde: Caixa Cultural – Rua Almirante Barroso, 5 – Centro (Carioca).
Quanto: Entrada gratuita. Os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência na bilheteria da Caixa

 

Descobrindo a Arara Garimpo, o brechó online com curadoria fashion e pegada sustentável

Passado o carnaval, 2017 enfim começou trazendo com ele um mundo cada vez mais alternativo, que usa a tecnologia para, enfim, aproximar. Estamos sempre em movimento, criando, mudando e nos desenvolvendo. A web é palco de encontros e trocas.

E essa mudança chegou também na moda. A ideia de dar uma vida útil maior às roupas e romper com o ciclo de consumo de moda sazonal é uma tendência mundial, que aos poucos se fortalece também no Brasil. E foi nesse cenário mutante e agregador que a Carolina Lacerda e o Rodrigo Cavassoni criaram a Arara, um brechó com curadoria de estilo, e online! Conversamos com o casal sobre moda, inovação, sustentabilidade e, claro, tempos de crise!

Confira esse encontro na entrevista abaixo:

RDG – A Arara parte de uma premissa comum – um brechó ou bazar de roupas – mas, ao mesmo tempo, traz uma proposta diferente, ao criar uma espécie de curadoria para as peças. Por que optaram por não fazer um brechó tradicional?

Arara – A cultura de brechó é algo que existe faz tempo, mas no Brasil a ideia de um brechó que seja realmente bacana ainda não é muito difundida. As pessoas associam roupas de segunda mão a coisas velhas, tem gente até que associa roupa de brechó à roupa de defunto (risos). No exterior, principalmente em países da Europa, você vê facilmente brechós que mais parecem lojas de luxo, onde encontramos peças de desejo, em perfeito estado e com preço justo.

Na Arara nosso maior trabalho é mostrar para as pessoas que roupa de brechó pode, sim, ser muito boa. Não é por que alguém não quis mais uma peça de roupa que essa peça é necessariamente ruim. Podemos encontrar tesouros nos armários dos outros! Nosso desafio é, então, tirar a cara de “velho” do brechó, e é aí que entra a curadoria. É imprescindível que as peças estejam em excelente estado, além de serem facilmente inseridas na moda atual.

De onde vem a ligação com a moda?

Eu sou formada em Letras e o Rodrigo é engenheiro, mas sempre nos interessamos por design, moda e estética de uma maneira geral. E a Arara acabou sendo onde a nossa veia criativa pode falar mais alto. Além disso, nós sempre gostamos de comprar em brechó. Acho que poucas coisas me deixam mais feliz quando estou viajando do que encontrar uma loja toda entulhada de roupa (risos). Garimpar sempre foi um hobby.

Fique ligado(a) no Facebook do Rio de Graça, em breve sai
uma promoção em parceria com a Arara!

Como surgiu a ideia da parceria?

Arara – A parceria surgiu com a insatisfação em nossas carreiras e da necessidade de gerar uma renda alternativa. Eu comecei vendendo roupas minhas em sites tipo marketplace e percebi o potencial do mercado de segunda mão na internet. Logo abri, em parceria, um pequeno brechó online. Depois de um ano com o negócio, não conseguia tocar, sozinha, a empresa. Foi nesse momento que o Rodrigo uniu suas forças comigo e começamos a trabalhar juntos. A parceria deu super certo e resolvemos dar um passo à frente: fechamos a empresa antiga e, alguns meses depois, inauguramos a Arara.

Como é feita a seleção das peças? E vocês fazem bazares físicos?
 
Estar em bom estado é crucial. Além disso, outros pontos como estilo, marca e modelagem são levados em consideração na seleção das peças. Estamos sempre marcando presença em mercados e feiras de moda, porque o contato com o público é muito importante, principalmente em se tratando do mercado de segunda mão, muitos clientes ainda preferem comprar ao vivo.
Como vocês trabalham para tirar esse preconceito de pessoas que ainda acham que comprar usado não tem o mesmo valor que comprar um produto novo?
 
Olha, é osso! Nós estamos sempre produzindo conteúdo a respeito do consumo de segunda mão para nosso blog, dentro do site. Mas acredito que o que mais faz diferença é a relação que a roupa de brechó pode ter com a moda e buscamos mostrar isso o tempo todo. O que mais convence quem tem preconceito é ver que as peças, de fato, têm aspecto de novas e são artigos da moda atual.
“As crises financeiras fazem com que busquemos alternativas
e ótimas oportunidades podem surgir a partir disso”
Muita gente está investindo em negócios próprios, mesmo com a crise. É o primeiro negócio de vocês? Como estão sentindo a recepção das pessoas?
A recepção é boa, mas todo novo negócio passa por suas dificuldades, principalmente no início. Já tive duas empresa antes da Arara e percebo muita melhora desde então – a experiência faz toda a diferença. Como trabalhamos com produtos mais baratos, a crise, na verdade, está do nosso lado, pois o consumidor que adquire roupas num brechó tem um poder de compra relativamente maior. Em geral, tenho visto que os empreendimentos aumentam; tenho vários amigos abrindo negócios, apesar da falta de incentivo fiscal e de todas as dificuldades.
“O desafio de encontrar peças legais em bazares e brechós tradicionais é justamente ter um olhar mais voltado para a moda, para achar aquelas peças que tem valor estético na atualidade”
Vocês participam de outras formas inovadoras de comércio justo? 
 
Nós fazemos uso da economia colaborativa, principalmente com as facilidades que o mercado de hoje oferece, como o AirBnB e o DogHero, por exemplo. Além disso, procuramos sempre consumir de formar alternativas, em vários âmbitos. Recentemente nos mudamos e mobiliamos praticamente toda a casa com móveis de segunda mão. Também compramos queijo e manteiga de pequenos produtores da Serra da Canastra, legumes na feirinha de orgânicos, onde temos a oportunidade de conversar com quem planta. Hoje feiras como a Junta Local facilitam muito essa troca. Também trocamos serviços com frequência. Precisamos de uma consultoria jurídica há um tempo atrás e, em troca, passamos o dia na casa da nossa advogada ajudando a organizar o closet dela.
Outro facilitador de trocas são os grupos do facebook. Eu participo de um grupo de doação de probióticos, no qual a mediadora organiza trocas pelo Brasil inteiro. Eu já recebi uma muda de Jun de uma pessoa que me enviou pelo correio de Santa Catarina e já doei kefir de leite para algumas pessoas. Fico feliz de ver que cada vez mais ações que estimulam o consumo sustentável estão se tornando comuns, aproximando mais as pessoas e nos tornando mais conscientes.
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Fotos: Divulgação Arara
Você também ficou com vontade de ser amigo(a) deles e chamá-los para arrumar seu armário? Confira o garimpo bacana no site da Arara, na página deles no Facebook e no Instagram.
Você tem algum projeto legal, inovador e carioca? Conta pra gente: riodigratis@gmail.com

 

Lapa recebe festival de jazz durante o carnaval

Pelo quinto ano consecutivo, o clima do jazz invade a Rua do Lavradio durante este carnaval. O local será palco do Lavradio Jazz Fest, de 25 a 28/2, das 13h às 18h. E o melhor, os shows são gratuitos!

O espaço ainda vai contar com food trucks para alimentar os foliões.

Confira a programação:

25/2 – Sábado
13h: ALL THAT JAZZ
16h: SÃO JORGE BRASS BAND

26/2 – Domingo
13h: DOLLS AND DAMES NEW ORLEANS BAND com ALMA THOMAS e INDIANA NOMMA
16h: ORLEANS ORIGINAL JAZZ BAND

27/2 – Segunda-feira
13h: SÃO JORGE BRASS BAND
16h: BAMBINA PHILOSOPHY com ALMA THOMAS E INDIANA NOMMA

28/2 – Terça-feira
13h: ALL THAT JAZZ BAND
16h: MONTE ALEGRE HOT JAZZ BAND

Mais informações no evento do Facebook.

Foto: Divulgação.

Últimos dias para conferir as acrobacias do Nopok na Tijuca

Colocar uma bicicleta no palco do teatro? Subir nela e pedalar rodopiando? E levar seu amigo consigo, ora nos ombros, ora pedalando junto, ora em pé, tudo na mesma bicicleta, rodopiando pelo palco do teatro? Sim, com o Coletivo Nopok nada é impossível.

No espetáculo Deslizes, em cartaz no Teatro Ziembinski até 17 de fevereiro, a improvisação ensaiada, a liberdade e fantasia das brincadeiras infantis, os malabares, e a experiência com as apresentações de rua são ingredientes de uma mistura cheia de energia e força lúdica que saltam aos olhos do público encantado.

Silêncio, som, luz, escuridão e movimento provocam e estimulam.

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Fotos: Divulgação / Carolina Spork

Completando dez anos, o Coletivo sobe aos palcos em temporada independente, após circular pelas praças de cidades das regiões serrana e dos lagos durante este verão. Com ou sem fomento, as apresentações acontecem constantemente nas ruas. Circular por diversos lugares é uma das características do grupo.

O teatro físico-circo de Deslizes é repleto de muita ação e pouca fala.  Mas há jogo com as palavras, escrita, recortada, desmontada, resignificada. Escalar, equilibrar, saltar, pedalar, soprar, escrever, brincar. Um espetáculo onde tudo desliza. A classificação é livre e há sempre crianças na plateia. E elas adoram. Em uma das apresentações uma voz infantil soltou um “Você quer ajuda?”, para o personagem que se encontrava em apuros.

As desenvolturas de Daniel Poittevin e Fernando Nicolini na mesa deslizante e na bicicleta acrobática fazem parecer fácil o que requer força, técnica, treino e concentração. Cabe a nós prestigiar, rir, se impressionar e aplaudir. Vá com crianças, amigxs, sozinhx. E quem disser na bilheteria que leu sobre o espetáculo aqui no Rio de Graça, paga meia entrada!

 

Aline Miranda
fb.com/alinemirandapoeta
com colaboração de Ana Righi e Carolina Spork

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Para aproveitar melhor os eventos, a gente sempre sugere deixar o carro em casa. A Cabify é uma empresa de tecnologia que conecta quem quer se movimentar pela cidade com estilo e segurança a um motorista particular que te leva a qualquer lugar!

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Deslizes
Onde:
Teatro Municipal Ziembinski
Rua Heitor Brandão, s/n, Tijuca. Em frente ao Metrô São Francisco Xavier.
Quando: Até 17/2, quarta a sexta às 20h.
Quanto: R$ 30 (inteira) / R$15 (meia) para amigos do Rio de Graça também!
Duração: 60 minutos.
Telefone: 2254-5399
Classificação etária: Livre!
Venda de ingressos também pelo site: ingressos
Para saber mais: site oficial do coletivo

Greve de 1979 é tema de peça que vem lotando sala de teatro do CCBB

Passado Presente

Prepare-se para três horas de mergulho dentro da greve dos metalúrgicos do ABC paulista de 1979. Conheça as reivindicações, assembleias e atos por quem os fez. A História costuma contar os fatos a partir de um ponto de vista distante do ocorrido, através do olhar externo, observador.

A aclamada Companhia do Latão – cuja uma de suas bases é dar luz aos problemas sociais do Brasil – nos dá a oportunidade de aprender a história brasileira pela voz de quem a construiu. Após temporada em São Paulo e apresentações em Salvador, Natal, Recife e Belo Horizonte, o espetáculo “O Pão e a Pedra” segue em temporada até 13/2 no CCBB do Rio de Janeiro.

O cotidiano de operárias e operários em cena. Suas vidas, expectativas e desejos. Os diferentes pontos de vista dentro do movimento. As articulações, debates, o apoio dos estudantes, de parte da Igreja Católica e da sociedade. Com uma profunda pesquisa em livros, artigos, filmes, documentos e entrevistas, a Companhia apresenta este mundo do trabalho nas fábricas, revisitando este momento da greve histórica. A obra é, portanto, fundamental para entendermos o período político sombrio e efervescente que estamos vivendo.

Através de elementos realistas, vemos a construção das cenas, tanto na cenografia quanto na dramaturgia. Há música ao vivo, elemento importantíssimo. Há troca de personagens. Canto, riso, choro. Entre drama e comédia, as soluções cênicas são várias e criativas ao se tratar de um assunto tão denso. A plateia ri das cenas mais descontraídas e torce pelos personagens.

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Versos de Vinícius de Moraes são entoados: “O que via o operário/O patrão nunca veria./(…)E em cada coisa que via/Misteriosamente havia/A marca de sua mão/E o operário disse: Não!”. Em dado momento, em cena que operárias escutam uma importante assembleia pelo radinho, ouve-se parte do discurso original daquele que foi a grande liderança sindical e que, anos mais tarde, viria a tornar-se presidente do Brasil. É emocionante.

Passamos tantas horas naquele teatro, que nos sentimos parte do movimento, queremos votar as questões, aplaudir os discursos. No dia do falecimento de Marisa Letícia Lula da Silva a sessão foi dedicada à memória dela, sua vida e luta.

A condição de vida e trabalho das mulheres também é posta em debate. Uma das personagens disfarça-se de homem para conseguir melhor salário e sustentar a si e a seu filho, sozinha. Outra, militante, emprega-se na fábrica para participar de perto da luta. E há a que esconde a gravidez para que não a demitam. Greve, desigualdade social/econômica/de gênero, violência policial e militar, Fiesp, ditadura, grande mídia, a força da união, mobilização, perseguições, as lutas específicas como a luta de todo o povo brasileiro, “a miséria do capital”. O que, desde então, mudou?

A Companhia do Latão completa 20 anos de existência neste ano de 2017. O espetáculo foi criado nos primeiros meses de 2016 – eles avisam logo de início. As sessões seguem lotando. E nós, saímos do teatro com – mais que uma sensação – a certeza de que a luta é necessária e continua. E que é preciso não esquecer o passado para não sucumbirmos no tempo presente.

Aline Miranda
página oficial

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O Pão e a Pedra
Onde: 
Centro Cultural Banco do Brasil, teatro III: Av. Primeiro de Março, 66, Centro.
Quando: Até 13/2, quarta a domingo às 19h30.
*Duração: Dois atos totalizando 170 minutos (ato I: 1h35 / intervalo: 15 min /ato II: 1h).
Quanto: R$ 20 (inteira) / R$10 (meia) * Estudantes, idosos e clientes Banco do Brasil pagam meia!
Telefone: 3808-2020
Classificação etária: 16 anos

Um café com clima de fazenda no Cosme Velho

Pensa num lugar cheio de verde e calma, um lugar para se comer e ouvir os sons dos pássaros. Agora adiciona ingredientes orgânicos e clima de fazenda, sem sair da cidade.

Voilà!

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Você pode estar no Da Cozinha Café, o restaurante que fica nos fundos do Museu de Arte Naïf (que infelizmente está fechado desde o ano passado), no Cosme Velho.

Há opções de bolos e pães (servidos a quilo) ou os itens da cardápio (saladas, omeletes, quiches, lasanha de berinjela, açaí e muitos tipos de sucos). Para quem não conhece, fica perto da estação do Bondinho ou quase na frente da Igreja São Judas Tadeu.

 

 

É uma das opções deste bairro, que apesar de não dispor de muitos restaurantes, é verdade, esbanja verde e história.

Para quem curte, é prato cheio!

Texto e fotos: Cinthia Saito 

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Da Cozinha Café
Onde: Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil – R. Cosme Velho, 561 – Cosme Velho
Quando: Aberto de terça a sexta, das 10h às 18h. Sábado e domingo, das 9h às 17h.

Sensibilidade em cena no Teatro Carlos Gomes até domingo

Em cartaz no Teatro Carlos Gomes até 29 de janeiro, o espetáculo Bianco su Bianco, da companhia suíça Finzi Pasca, é um convite ao subjetivo.

Luzes no vazio

Adentramos a sala escura. Feito cinema. Luzes. Não faça barulho. É uma peça de teatro, é um circo itinerante ali ao palco. Por favor, seja em silêncio. Prepare-se para um grande mergulho interior.

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Fotos: facebook.com/fotografiafeminista

O palco é magia, beleza para os olhos. Sentidos atentos. Flor da pele. Apreciação e preenchimento de vazios. “O vazio de fora é diferente do vazio de dentro”. O espetáculo nos leva a observar as emoções. Emoções dxs personagens – que se apresentam alternadamente entre a atriz Helena Bittencourt e o ator Goos Meeuwsen, entre primeira e terceira pessoa em suas vozes. Emoções de nós mesmos/as.teatro-bianco-sur-bianco_03

Pequenas múltiplas luzes dispostas em lâmpadas por todo o palco – de cima para baixo e de baixo para cima – iluminam, apagam, destacam e dão o tom conduzindo as emoções em cena. São 360 lâmpadas! Há diversos momentos de interações com as lâmpadas, sincronizados de tal forma que é difícil entender a mecânica e o melhor é relaxar feito criança e acreditar no que os olhos vêem. O ilusionismo pode nos levar a indagar: Será que estamos sonhando?

Os adultos, como as crianças, precisam do lúdico. Eis uma excelente oportunidade. A plateia recebe crianças e adultos. Há risos de todas as idades. Apesar da escuridão é possível ouvir e imaginar o sorriso e os olhos ampliados de cada um/a ali presente.

Ainda que o texto – relato e memória – trate de temas densos como a justiça (se ela houvesse), a fragilidade e a dureza possíveis no humano, o espetáculo é leve porque delicado. O mundo cabe num bairro. A vida cabe num palco. “Bianco su Bianco” nos lembra que para o amor é preciso coragem. Pelo menos de uma das partes, para que uma história se inicie. Nos alerta também que “as pessoas têm mania de achar que quando tem doçura e gentileza tem alguma outra coisa (ruim) vindo”. Não. A vida pode ser bonita. A sensibilidade é também força.

Neste onírico espetáculo, por vezes nos perdemos entre o texto dela e o gesto dele, entre o “como será que estão fazendo isso” e o deixar-se levar pela história. O que observar? Ao que prestar atenção? Não nos prestemos a nada. Deixemo-nos fluir, como num sonho, perdidos e levados como folhas de papel, como pétalas, como luzes de vaga-lumes na escuridão, acedendo ora ali, ora acolá. Cá.

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Delicadeza. Estímulo à sensibilidade. Houve quem disse que, ao final, dá vontade de sentar ali a olhar palco e cenário e “chorar a peça”. De emoção. Recomendo voltar.

por Aline Miranda
fb.com/alinemirandapoeta

Para saber mais:

Além dos espetáculos da Companhia em turnê por todo mundo, o diretor Daniele Finzi Pasca escreveu e dirigiu diversas óperas e espetáculos teatrais, além de dois espetáculos do Cirque du Soleil e três cerimônias olímpicas! Até agora, “Bianco Su Bianco” realizou 90 apresentações para 25 mil pessoas em 10 países e 31 cidades.
Dica: Você pode pagar meia entrada colocando seu nome no evento do Facebook.

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Bianco Su Bianco
Onde:
Teatro Municipal Carlos Gomes: Praça Tiradentes, Centro.
Quando: Até 29/1, quinta e sexta às 20h, sábado e domingo às 19h
Quanto: R$ 40 (inteira) / R$20 (meia) – lista amiga aqui
Telefone: 2224-3602

10 programas gratuitos para fazer ao ar livre no Rio

Esse verão quente nos convida a sair de casa, né?

Então aproveite o feriado no próximo dia 20/1, dia de São Sebastião, padroeiro do Rio, para se jogar pela cidade! Fizemos uma lista de 10 programas imperdíveis para se fazer ao ar livre. E o melhor, de graça!

 

1 – Fazer um piquenique no Parque Lage

 

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O local está aberto todos os dias do ano e a entrada é gratuita. Tem parque infantil, área para caminhadas e espaço para um belo piquenique, além dessa linda casa (na foto), com exposições e um café.

Rua Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico

 

2 – Dar a volta na Lagoa Rodrigo de Freitas

 

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Foto: EBC
 Situada em um dos pontos mais nobres da cidade, os 7,5 km da Lagoa servem de cenário para caminhadas, corridas e voltinhas de bicicleta ou patins. Também tem espaço gramado para lazer e quiosques, além de uma bela vista.

 Avenida Epitácio Pessoa e Borges de Medeiros, s/n

 

3 – Trilha da Pedra do Telégrafo

 

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Foto: G1

O boom desta trilha, localizada na Barra de Guaratiba, foi no verão passado, quando fotos alucinantes nesta pedra aí de cima, a Pedra da Bigorna, começaram a aparecer na redes sociais. Além da ilusão de ótica, o cenário é de tirar o fôlego! A caminha dura aproximadamente uma hora, e pode contar com a ajuda de um mototáxi no início do percurso.Rua Almirante Carlos Tinoco, 432-500 – Guaratiba

 

4 – Mirante Dona Marta

 

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Foto: VisitRio

Cada vez mais cariocas e turistas estão frequentando este mirante. A vista panorâmica engloba todos os pontos turísticos da Zona Sul, além da Baía de Guanabara. Imperdível!Estrada Mirante Dona Marta – Cosme Velho

 

5 – Trilha do morro Dois Irmãos

 

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Foto: About Rio

Uma das trilhas mais bonitas da cidade! Apesar de pequena – são apenas 1,6 km – é de moderada a pesada, podendo ser feita em duas horas. A trilha começa no Morro do Vidigal, perto da Vila Olímpica. O melhor é pegar uma kombi ou mototáxi no início do morro, para poupar as pernas para a subida. Todos os detalhes da trilha aqui.Rua Seis De Janeiro, Sn – Vidigal.

 

6 – Pôr do sol no Arpoador

 

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Sim, muito clichê. Mas, sim, um clichê irresistível. Pode complementar com um mate gelado!
Final do Posto 7, da orla de Ipanema

7 – Escadaria Selarón

 

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Foto: Time Out

Criada pelo ceramista chileno Selarón, este painel de azulejos é parada obrigatória para turistas, mas muitos cariocas nunca passaram por lá! A escadaria é um dos caminhos que liga a Lapa à Santa Teresa e já foi cenário de filmes, clipes e novelas.Rua Joaquim Silva, 87 – Lapa.

 

8 – Parque das Ruínas
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Foto: Site Me Joguei no Mundo

Se passou pela Escadaria Selaron, aproveite para passar pelo bucólico bairro de Santa Teresa. O Parque das Ruínas é um centro cultural municipal, e todo fim de semana recebe atividades culturais, além de exposições na área interna. Vale conhecer a história do local, antiga residência da ativista carioca Laurinda Santos Lobo. A entrada é gratuita.

Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa

 

9 – Beber uma cerveja na Pobreta da Urca
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Foto: Jornal Extra
 A mureta de circunda a Urca já virou point para dias de verão. Mas não corra para ir ao tradicional Bar Urca. Apesar dos petiscos deliciosos, os preços por lá inflacionaram, mas tem vários outras boas opções de bares por perto.

Rua Cândido Gaffrèe, 205 – Urca

10 – Cachoeira do Horto
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Foto: Vlog Mais um dia de aventura

Bastante concorrida no verão, a cachoeira do Horto é a mais famosa da cidade. A trilha começa depois do Portão dos Macacos e é relativamente tranquila. Você será recompensado/a com a queda d’água de 20 metros e uma piscina natural.Rua Pacheco Leão, Estrada Dona Castorina

 

E aí, qual seu lugar ao ar livre preferido no Rio?

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Ano Novo chinês será comemorado com festa na Lapa

Pela primeira vez o Rio vai receber uma festa de Ano Novo chinês! A Associação Cultural Chinesa do Rio de Janeiro vai promover esta edição do tradicional evento de forma pública e gratuita nos Arcos da Lapa, de 27 a 29/1.

Música, gastronomia, dança, medicina tradicional (acupuntura), artesanato, artes marciais, entre outros, fazem parte da programação da festa, que promete entrar para o calendário de eventos do Rio.

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Foto: Brasil China Report

O Ano Novo chinês é o feriado mais importante desse país, e celebra o início do calendário lunar. E 2017 será o ano do galo! Na cultura chinesa é visto como enérgico, versátil, extravagante. Obstinado, persegue os seus objetivos até o fim, com foco no sucesso. Os Galos são os “pavões” do Horóscopo Chinês. Já o elemento do ano será o Fogo, o que o torna ainda mais estimulante e vital.

Confira a programação da festa:

Sexta-feira (27)
18h – início da feira chinesa (gastronomia e artesanato)
20h – Abertura oficial
20h30 às 22h – apresentações folclóricas

Sábado (das 10h às 21h) e domingo (das 10h às 18h)
Apresentações Folclóricas, Dança do leão e do dragão, Kung Fu, Músicas chinesas, desfile de roupas típicas, Artes marciais, Medicina tradicional (acupuntura), entre outros.

Com informações do site Brasil China Report.

Diários em cinema e cena na Caixa Cultural

Você já teve um diário? Já escreveu em agendas, cadernos de memórias, blogs na internet? E nas redes sociais, você fala de si?

Buscando trazer luz aos temas da “exposição pública do íntimo” e da “tensão entre a vida pública e a privada”, a mostra Diários: do segredo á revelação traz para o público filmes e atividades relacionadas às narrativas pessoais. Além da discussão e reflexão desses temas, temos a oportunidade de olharmos a história do mundo e as emoções humanas através da pluralidade de olhares pessoais. Particularmente, já que estamos falando de diários, assisti a um filme, uma leitura dramatizada e uma aula da oficina de escrita. O público em média nas três atividades foi de 25 pessoas atentas e participativas.

Assisti ao filme “Memórias do Cárcere” (1984), de Nelson Pereira dos Santos, cuja história é baseada na obra de mesmo nome de Graciliano Ramos. O escritor e então político de Alagoas foi preso pela Ditadura de Getúlio Vargas por ir contra as imposições do governo. No cárcere (incluindo a desumana Colônia Penal de Ilha Grande), Graciliano escreveu seu romance sobre tudo que viveu e viu nesse período. As três horas de filme (raridade nos tempos fast que vivemos) são uma oportunidade de olharmos para questões passadas e atuais de nosso país. O que ficou? O que mudou? Neste domingo, às 14h, haverá exibição novamente do filme.

Aproveite o final de semana para esta imersão íntima! Além da mostra “Diários”, há uma exposição de lindos e criativos brinquedos feitos a mão, exposição fotográfica de Alair Gomes e outra mostra de cinema. No dia 18/01 haverá a Sessão Resistências, às 16h30, dentro da mostra “alô alô mundo!”.

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A Caixa Cultural conta com wi-fi, guarda-volumes, piano disponível ao público e um Café com guloseimas, delícias e a gentileza de Carla, que recebe a todxs muito simpaticamente (raridade também no atendimento carioca). Há clientes que a esperam chegar para saborear o café (R$5) com uma boa conversa. Experimente o chocolate quente (R$6) e o croissant quentinho (R$5). Ah, e não esqueça de levar agasalho! Nas salas de cinema faz frio.

ps: O que você anda pensando sobre si? Sobre o mundo? Experimente escrever! Como a curadora Betch Cleinman relembra no catálogo da mostra, já dizia a canção: “Existirmos: a que será que se destina?“.

 

Dia 14 Sábado
11h – Oficina de Narrativas Pessoais
14h – Caro Diário (filme)
16h – A Inglesa e o Duque (filme)
18h30 – Cinzas / O Filmador (filmes)

Dia 15 Domingo
14h – Memórias do Cárcere (filme)
17h30 – Walden: diários, notas, esboços (filme)

Serviço
Mostra “Diários: do segredo à revelação”
Até 15 de janeiro de 2017
Caixa Cultural: Almirante Barroso, 25, Centro.
Horário: terça a domingo, das 10h às 21h.
Entrada, filmes e palestras dessa mostra: Gratuita !
Mais informações: www.solardasmetamorfoses.com.br/diarios
www.facebook.com/CaixaCulturalRiodeJaneiro

Aline Miranda
fb/alinemirandapoeta
poeta, escritora, oficineira
e mestre em Literatura, Cultura e Contemporaneidade
p
ela PUC-Rio com estudo em escrita de si na internet.